A Gerdau (GGBR4) lucrou R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, alta de 33,6% sobre um ano antes. A companhia também aprovou dividendos de R$ 0,18 por ação, num total de R$ 354,1 milhões.
O lucro ficou abaixo dos R$ 1,29 bilhões que analistas consultados pela LSEG esperavam, segundo o InfoMoney. O Ebitda ajustado, porém, superou a projeção de R$ 2,8 bilhões e somou Ebitda de R$ 2,95 bilhões, alta de 23,2% em um ano. Para quem tem a ação, o resultado escancara uma empresa que depende cada vez mais dos EUA para sustentar o caixa.
América do Norte responde por 75% do Ebitda
O Ebitda da região somou R$ 2,2 bilhões, alta de 88,1% em um ano, segundo a Suno Notícias. A receita local avançou 6,6%, para R$ 9,3 bilhões, e o lucro bruto quase dobrou.
A produção de aço bruto nos EUA cresceu 8,4% em um ano, com vendas 3,8% maiores, puxadas por construção não residencial, energia renovável e pelo canal de distribuição.
Receita recua 3,8% com importação recorde
A receita líquida consolidada caiu 3,8% na comparação anual, para R$ 16,7 bilhões. No Brasil, a receita somou R$ 6,3 bilhões, queda de 12,7% ante o quarto trimestre, pressionada pela penetração de aço importado, que teve média de 28,5% no trimestre.
As vendas totais ficaram em 1,32 milhão de toneladas, 7,5% abaixo do primeiro trimestre de 2025, segundo o Seu Dinheiro. Os aços planos foram o segmento mais afetado, com recuo de quase 18% em um ano.
Dívida de R$ 8,2 bilhões e recompra em curso
A alavancagem encerrou março em 0,74 vez o Ebitda ajustado, com dívida líquida de R$ 8,2 bilhões. A Gerdau já recomprou cerca de 21% das ações autorizadas no programa de 2026, num gasto de R$ 210,7 milhões.
O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 16 milhões, revertendo queima de R$ 1,2 bilhão um ano antes. O CAPEX somou R$ 1,1 bilhão, dentro da meta de R$ 4,7 bilhões para o ano.
Os dividendos têm pagamento em 9 de junho, com base na posição acionária de 13 de maio. As ações passam a ser negociadas sem direito ao provento em 14 de maio.