Bradesco BBI corta defensivas e eleva alvo da Petrobras a R$ 62
Ibovespa abriu aos 209 mil pontos e juros longos recuaram até 0,9 ponto com a revisão de carteiras dos bancos.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos; Lula, 45,16%
Ibovespa atingiu 209 mil pontos na abertura; juros longos caíram até 0,9 p.p.
Bradesco BBI elevou alvo da Petrobras de R$ 52 para R$ 62 e o da Cosan de R$ 4,60 para R$ 6
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Petrobras (PETR4) para R$ 62 e reduziu a fatia defensiva da carteira de ações. A revisão veio depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT), com 47,03% a 45,16% dos votos válidos.
O mercado passou a atribuir mais chance a uma política fiscal mais rígida e, com ela, a juros menores. O Ibovespa abriu aos 209 mil pontos, recorde histórico, os grandes bancos subiram até 10,88% e os juros futuros longos recuaram até 0,9 ponto percentual.
Petrobras e Cosan ganham alvo maior
O banco elevou o preço-alvo da Petrobras para R$ 62, contra R$ 52 antes, e aumentou a posição na carteira. A tese inclui venda de ativos, corte de custos e reajustes nos preços dos combustíveis depois da eleição. A Cosan (CSAN3) entrou entre as preferidas do setor, com alvo elevado de R$ 4,60 para R$ 6.
XP e Nubank: quanto sobem com juro menor
O Morgan Stanley calcula que a XP (XPBR31) sobe cerca de 15% a cada ponto de queda nos juros longos. O Nubank (ROXO34) é a aposta mais direta do banco na tese, com alta de 8,1% por ponto. As duas são as preferidas da casa no setor financeiro. O Banco do Brasil (BBAS3) sobe 13% por ponto, mas a maior parte do ganho vem da alta geral da bolsa.
Small caps com lucro atrelado à Selic
A Ecorodovias (ECOR3) entrou na carteira: o banco calcula que o lucro de 2027 sobe cerca de 20% por ponto de queda na Selic. Ela integra uma cesta de dez small caps escolhidas pela sensibilidade do lucro aos juros, com Ânima (ANIM3), Movida (MOVI3), MRV (MRVE3), Pague Menos (PGMN3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Vamos (VAMO3), Cogna (COGN3), Hapvida (HAPV3) e Dexco (DXCO3).
Na média, o lucro dessas empresas avança 18% por ponto de queda. A Ânima lidera, com 62,8%. O Bradesco BBI projeta Selic de 11% no fim de 2027, cerca de 2,5 pontos abaixo do que a curva precifica. As small caps negociam com desconto de 40% a 45% ante as grandes empresas.
Defensivas perdem espaço
Para abrir espaço, o banco cortou a parcela defensiva de 20% para 15% e tirou a Axia, além de reduzir Itaú (ITUB4), Rede D'Or e Equatorial. O Itaú é o menos sensível aos juros entre os grandes bancos, com 10% de alta por ponto. Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) saíram da lista de preferidas do setor de combustíveis. O banco espera que o fluxo migre de ações defensivas para papéis de maior risco nos próximos meses.