Em resumo
- Revolut comprometeu US$ 1 bilhão para cinco países da América Latina, incluindo o Brasil.
- Venda secundária avaliou a fintech em US$ 115 bilhões, 53% acima da rodada de novembro de 2025.
- Brasil é o maior mercado de expansão da Revolut e está entre os três que mais crescem no grupo.
A Revolut vai aplicar no mínimo US$ 1 bilhão na América Latina, com o Brasil como maior mercado de expansão da fintech britânica fora da Europa. A companhia espera que um em cada quatro novos clientes de 2027 venha da região, onde já opera em Brasil e México e prepara a entrada em Colômbia, Peru e Argentina.
A fintech alcançou uma avaliação de US$ 115 bilhões numa venda secundária de ações concluída em 4 de novembro. O valor é 53% maior que o da rodada de novembro de 2025, segundo a Bloomberg Línea. Em cartões e crédito, a Revolut disputa clientes com o Nubank (ROXO34), que tem mais de 120 milhões de clientes. "Só nos interessa cliente novo se ele for ativo, estiver transacionando bem", disse Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, ao Estadão.
Aporte é piso e não tem divisão por país
O valor é um piso, não um teto. Os recursos cobrem vários anos e vão para expansão geográfica, desenvolvimento de produtos e crescimento das operações, sem divisão definida por país ou por produto. A empresa diz que pode ampliar o aporte conforme as oportunidades.
Brasil é o mercado que mais cresce
O Brasil, onde a Revolut opera desde 2023, está entre os três mercados que mais crescem no grupo. A companhia espera dobrar os novos clientes no país em 2027, na comparação com 2026, e não divulga a base atual, segundo o NeoFeed. Aqui ela atua com uma Sociedade de Crédito Direto, que empresta capital próprio, e quer licença bancária plena sem prazo definido.
No mundo, a relação entre empréstimos e depósitos era de 3% a 4% no último balanço divulgado, com mais de US$ 50 bilhões em depósitos. O plano de assinatura de R$ 249 por mês reúne benefícios como câmbio sem IOF e assinaturas de serviços, entre elas o Duolingo (DUOL34).
Argentina terá banco próprio
Na Colômbia, a Revolut tem autorização bancária completa e faz os últimos testes internos antes de abrir ao público. No Peru, obteve a primeira etapa da licença. Na Argentina, concluiu a transferência de controle do Banco Cetelem, comprado do BNP Paribas, que será renomeado Revolut Bank Argentina.
O México, onde a operação começou em janeiro com licença plena, chegou a 1 milhão de clientes em oito meses. O Chile é o próximo alvo citado pelos executivos, ainda sem data. A estreia argentina está prevista para o segundo semestre de 2027.
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