Em resumo
- Déficit de novembro superou o resultado negativo de R$ 4,503 bilhões em novembro de 2024
- Despesas cresceram 4,0% em termos reais e receitas caíram 2,6% na comparação anual
- Déficit acumulado em 12 meses até novembro foi de R$ 57,4 bilhões, ou 0,47% do PIB
O governo central fechou novembro com déficit primário de R$ 20,172 bilhões, o maior rombo para o mês desde 2023. O número reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.
O resultado pressiona a meta de déficit zero de 2025, que admite tolerância de 0,25% do PIB. Em outubro, as mesmas contas tinham superávit de R$ 36,527 bilhões.
Em novembro de 2024, o déficit havia sido de R$ 4,503 bilhões. Desta vez, as despesas cresceram 4,0% acima da inflação e as receitas totais recuaram 2,6%.
Sem Copel e BNDES, receita líquida cai 4,8%
O Tesouro aponta queda real de 4,8% na receita líquida, equivalente a R$ 8,4 bilhões. As receitas não administradas recuaram 52,5%, com dividendos e participações R$ 6,9 bilhões menores, linha em que o Times Brasil cita impacto da Petrobras (PETR4).
Em novembro de 2024, o governo recebeu R$ 4,3 bilhões em outorgas de usinas hidrelétricas na desestatização da Copel (CPLE3) e R$ 6,1 bilhões do BNDES, sem contrapartida neste ano.
Tesouro e BC no azul, INSS puxa o rombo
Tesouro Nacional e Banco Central tiveram superávit primário de R$ 1,114 bilhão no mês. O INSS fechou negativo em R$ 21,286 bilhões.
No ano, Tesouro e BC acumulam R$ 244,452 bilhões no azul, enquanto a Previdência soma déficit de R$ 328,275 bilhões.
Déficit do ano chega a R$ 83,8 bi
De janeiro a novembro, o governo central acumula déficit primário de R$ 83,823 bilhões, contra R$ 67,030 bilhões em igual período de 2024. O Times Brasil traz R$ 82,4 bilhões para o mesmo intervalo, número diferente do divulgado pelo Tesouro.
O mercado já esperava resultado negativo, mas menor: a mediana da pesquisa Projeções Broadcast apontava R$ 13,250 bilhões, e a Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, R$ 12,7 bilhões, segundo O Antagonista.
Em 12 meses até novembro, o déficit primário do governo central soma R$ 57,4 bilhões, o equivalente a 0,47% do PIB.
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