CVM suspende OPA da Ecopetrol pela Brava e B3 cancela leilão de 25 de junho
Acionistas com contratos privados venderiam a R$ 24 por ação, contra R$ 23 oferecidos aos demais na oferta pública.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Acionistas com cerca de 26% do capital teriam venda garantida a R$ 24/ação; os demais, via OPA, a R$ 23.
Leilão da OPA estava previsto para 25 de junho e foi cancelado pela B3.
Ecopetrol terá até 30 dias para resolver os apontamentos ou obter decisão favorável do colegiado da CVM.
A CVM suspendeu a oferta da Ecopetrol pelo controle da Brava Energia (BRAV3) e a B3 cancelou o leilão de 25 de junho. A autarquia viu vantagem para um grupo de grandes acionistas na estrutura da operação.
Para quem tem o papel, a OPA era a porta de saída a R$ 23 por ação. Com o leilão cancelado, esse preço fica fora de alcance até a Ecopetrol ajustar a estrutura ou conseguir uma decisão favorável do colegiado da CVM.
Dois preços para ações da mesma classe
O ponto central é a diferença entre a oferta pública e os contratos privados de compra e venda (SPAs) assinados com alguns dos maiores investidores da Brava. Os signatários dos SPAs venderiam a R$ 24 por ação, e os demais acionistas receberiam R$ 23 na OPA.
O grupo com contrato privado somava cerca de 26% do capital com venda garantida de todas as suas ações. Já os participantes da oferta pública ficariam sujeitos a rateio caso a demanda superasse o limite da operação.
"Permitindo que acionistas da mesma espécie e classe recebam tratamento econômico substancialmente diverso", afirmou a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários no parecer. A Ecopetrol trata OPA e SPAs como operações distintas; a CVM as vê como uma única aquisição de controle.
Contratos dependiam do sucesso da oferta
A autarquia apontou um segundo obstáculo: a titularidade das ações. Os contratos com os grandes acionistas estavam condicionados ao sucesso da própria OPA, então a Ecopetrol não tinha direito firme sobre os papéis no lançamento da operação, como exige a Lei das S.A.
Ecopetrol vai recorrer e tem 30 dias
Em fato relevante, a companhia colombiana falou em "respeitosa discordância" e disse que vai recorrer ao colegiado da CVM com a "máxima celeridade". A Ecopetrol se declarou "confiante de que a oferta será, ao final, permitida a prosseguir conforme originalmente proposta".
A empresa tem 30 dias para sanar as irregularidades ou obter decisão favorável. Se os problemas persistirem ao fim do prazo, a CVM pode cancelar o registro da OPA em definitivo.