Copom: mercado migra para aposta em corte de 0,25 ponto da Selic
Focus elevou a projeção da Selic de 2026 para 12,25% e a do IPCA para 4,10%; Itaú reviu o corte esperado de 0,50 para 0,25 ponto.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Mercado migrou de aposta em corte de 0,50 para 0,25 ponto
Focus: IPCA 2026 vai de 3,91% para 4,10%; Selic 2026 de 12,13% para 12,25%
DI jan/2027 recuou de 14,294% para 14,075%
O mercado migrou nos últimos dias para a aposta em corte de 0,25 ponto da Selic na reunião do Copom desta semana. A decisão ocorre com a guerra no Oriente Médio e o petróleo perto de US$ 100 por barril pressionando a inflação.
Um corte menor encurta o alívio no custo do crédito e o retorno de quem está na renda fixa pós-fixada. O tamanho do corte importa, mas o comunicado também: economistas esperam um texto que reforce a dependência de dados e não fixe o ritmo das próximas reuniões.
Focus vê Selic de 2026 a 12,25%
O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (16) passou a ver a . Na semana anterior, a projeção era 12,13%.
Selic de 2026 a 12,25%
Para 2027, a estimativa seguiu em 10,50%. A projeção do IPCA de 2026 subiu de 3,91% para 4,10%, e a do câmbio recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40.
André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, diz que o balanço de riscos ficou assimétrico, com mais riscos de alta para a inflação, mas vê espaço para o BC começar a cortar. Leandro Manzoni, da InfoEconomics, trata a manutenção como cenário minoritário: "Para mim, seria surpresa se houvesse manutenção".
Itaú revisa de 0,50 para 0,25 ponto
O Itaú (ITUB4) revisou de 0,50 para 0,25 ponto a projeção de corte. Com isso, a Selic chegaria a 14,75% ao fim do ciclo. O banco espera um comunicado de cautela e serenidade, com espaço para interromper o ciclo se os choques persistirem.
O Safra projeta o mesmo corte inicial e vê a Selic em 11,50% no fim de 2026. A Austin Rating segue na contramão e mantém a aposta em 0,50 ponto, com o economista-chefe Alex Agostini argumentando que a alta do petróleo ainda não afetou a economia brasileira.
DIs recuam mais de 30 pontos-base
Na segunda-feira (16), a curva de DIs fechou em queda superior a 30 pontos-base em vários vencimentos, favorecida pela baixa do dólar e por duas intervenções do Tesouro. O DI de 2027 recuou a 14,075%, contra 14,294% na sessão anterior.
Na ponta longa, o DI de 2035 marcou 13,8%, ante 14,155%.
A decisão do Copom sai nesta semana, e a leitura entre analistas é que o BC deve evitar compromisso com o ritmo dos próximos cortes.