Copom indica corte da Selic em março e 71% já apostam em 0,50 ponto
DI para janeiro de 2028 recua 9 pontos-base, a 12,695%, e a curva passa a precificar 82% de chance de meio ponto na próxima reunião.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Selic mantida em 15% ao ano pela quinta reunião seguida
Copom antevê início da flexibilização na reunião de março
Analistas divergem entre corte de 0,25 e 0,50 ponto percentual em março
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta reunião seguida e avisou que deve começar a cortar juros em março. O comunicado divulgado na noite de quarta-feira (28) afirma que o Comitê "antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião". A sinalização explícita do corte da Selic em março surpreendeu o mercado, que agora discute o tamanho do primeiro passo.
A Selic é a referência para o Tesouro Direto, para os fundos DI e para o custo da dívida das empresas listadas. Com o corte à vista, as taxas futuras caíram na quinta-feira (29). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a queda permitirá levar a dívida pública a um "patamar melhor", já que boa parte dela é indexada à taxa básica.
71% esperam 0,50 ponto na reunião de março
A XP (XPBR31) ouviu 78 investidores institucionais depois do comunicado. Na pesquisa, 71% esperam 0,50 ponto de corte em março, contra 29% que projetam 0,25 ponto. Antes da decisão, 55% apostavam em meio ponto e 33% em 0,25 ponto. Outros 9% não viam mudança na taxa. Para 74% dos respondentes, o tom do texto foi favorável a juros menores.
DIs recuam e curva vê 82% de chance de meio ponto
As taxas dos DIs abriram em baixa firme na quinta-feira e fecharam o dia com queda nos prazos curtos. O contrato para janeiro de 2028 recuou 9 pontos-base, a 12,695%. O para janeiro de 2035 cedeu 3 pontos, a 13,31%.
A curva passou a precificar 82% de chance de meio ponto em março, contra 18% de 25 pontos. Na véspera do comunicado, a divisão era de 60% e 40%. No exterior, o Fed manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% na quarta-feira.
Ativa corta aposta para 0,25 ponto; XP vê cinco cortes de 0,50
Étore Sanchez, analista da Ativa Investimentos, revisou a aposta para março de 0,50 para 0,25 ponto e projeta a Selic em 11,50% no fim de 2026. Caio Megale, economista-chefe da XP, espera cinco cortes de meio ponto a partir de março, o que levaria a taxa a 12,50%. "Iniciar cortes de juros em março é compatível com o cumprimento da meta de inflação no horizonte relevante", afirmou.
Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, também trabalha com 0,50 ponto em março e taxa terminal de 13% em 2026.
O Copom volta a se reunir em março para definir o tamanho do primeiro corte.