Em resumo
- Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo e GNL embarcados no mundo
- WTI indicado a US$ 75,33, alta de até 12% no fim de semana
- Pelo menos 17 petroleiros estavam em trânsito na região às 10h30 GMT
Petroleiros e navios de gás passaram a evitar o Estreito de Ormuz depois que EUA e Israel bombardearam o Irã no sábado. Pela passagem estreita, 20% do petróleo e do GNL do mundo são transportados por mar todos os dias.
Para quem tem petróleo, gás ou ações de energia na carteira, a rota é o ponto de estrangulamento mais sensível do mercado. O corredor segue aberto e ao menos 17 navios de petróleo ainda cruzavam a região às 10h30 GMT de sábado, segundo sinais automáticos. Mas embarcações se acumulam dos dois lados da entrada, e o risco de retaliação iraniana sustenta o prêmio de risco.
Armadores japoneses e gregos recusam a travessia
A Nippon Yusen KK orientou sua frota a não passar por Ormuz. O governo da Grécia recomendou à sua marinha mercante que reavalie a travessia, segundo circular vista pela Bloomberg. A Mitsui OSK Lines mandou navios aguardarem em águas seguras, e a Kawasaki Kisen Kaisha deixou embarcações no Golfo Pérsico de prontidão.
O tráfego de GNL pelo estreito está praticamente paralisado, segundo dados de rastreamento. O InfoMoney noticiou no sábado que ao menos três navios de gás com origem ou destino no Catar haviam interrompido viagens; na edição de domingo, o número subiu para pelo menos 11 navios de GNL. O Catar é o segundo maior exportador mundial e depende de Ormuz para entregar cargas à Ásia e à Europa.
Catar exportou 82,2 milhões de toneladas em 2025
Mais de quatro quintos do GNL do Catar foram para compradores asiáticos no ano passado, com a China como maior compradora. A QatarEnergy não atrasou embarques a clientes, mas importadores chineses e indianos fizeram ligações de última hora por cargas alternativas, segundo traders. Uma unidade de Ras Laffan estava em manutenção programada, o que reduz os fluxos.
WTI a US$ 75,33 antes da reabertura
Os contratos futuros tradicionais não são negociados no fim de semana. Um produto da IG Group voltado ao investidor pessoa física indicou o WTI a US$ 75,33, alta de até 12% sobre o fechamento de sexta. O Brent mais caro também encarece contratos de longo prazo de GNL, que costumam ser atrelados a referências do petróleo.
A Opep+, liderada por Arábia Saudita e Rússia, discute neste domingo um aumento maior da oferta de petróleo, segundo o InfoMoney. A reunião da Opep+ neste domingo ocorre após a escalada militar no Oriente Médio.
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