BTG Pactual ganha licença para abrir banco no Peru com US$ 100 milhões
Autorização da SBS encerra processo iniciado em julho de 2025 e amplia atuação do grupo, que há 14 anos opera no país apenas como banco de investimento e corretora.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Licença concedida pela SBS, do Peru, com capital inicial de US$ 100 milhões
Operação focada em corporativos, grandes empresas e institucionais
BTG está no mercado peruano há mais de 14 anos e inicia preparação operacional para o lançamento
O BTG Pactual (BPAC11) recebeu licença do regulador peruano para operar como banco no Peru, com capital inicial de US$ 100 milhões. A autorização foi concedida pela SBS, a Superintendência de Banca, Seguros e AFP do país andino.
A licença amplia o escopo da operação peruana, que até agora se limitava a banco de investimento, corretora e gestora de recursos. Com o aval, o grupo passa a reunir banco corporativo, tesouraria e banco de investimento sob uma única instituição regulada no país.
Processo regulatório começou em julho de 2025
A decisão da SBS conclui o trâmite aberto em julho de 2025. A nova instituição se chamará Banco BTG Pactual Perú S.A. e vai atender empresas de grande porte e investidores institucionais, segundo comunicado do banco.
O BTG está no mercado peruano há mais de 14 anos, ou seja, 14 anos de presença no país antes de obter a licença bancária. A estrutura consolidada permite estruturar financiamentos corporativos, administrar fluxos de caixa em moeda estrangeira e coordenar fusões e aquisições com menos etapas regulatórias.
"A licença para operar um banco no Peru representa mais um passo nessa estratégia", afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, no comunicado enviado à imprensa.
Expansão passa por Uruguai e Estados Unidos
A entrada no mercado bancário peruano faz parte da estratégia de expansão internacional do grupo, que opera há mais de quatro décadas e tem presença nas Américas, na Europa e na Ásia. Nos últimos anos, o BTG reforçou a atuação no Uruguai e ampliou as operações nos Estados Unidos, mercado usado para captar capital e estruturar negócios entre países.
Para o banco, a autorização sinaliza confiança do regulador peruano em um momento de recuperação gradual do sistema financeiro local após ciclos de incerteza política.
Etapa final antes do lançamento
Com a licença em mãos, o BTG entra na etapa final de preparação operacional: ajustar a infraestrutura de tecnologia, concluir contratações e adaptar sistemas às exigências específicas do regulador peruano. O comunicado não traz data para o início efetivo das atividades.
O banco também citou a possibilidade de captar a demanda de corporações de médio e grande porte por serviços financeiros mais sofisticados, além de dar acesso direto a investidores institucionais peruanos e regionais aos seus produtos de gestão de recursos.