Déficit externo de US$ 68,8 bilhões em 2025 é o maior em 11 anos
Resultado equivale a 3,02% do PIB e piora de US$ 2,6 bilhões ante 2024, pressionando o câmbio.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Déficit em conta corrente: US$ 68,8 bi em 2025 (3,02% do PIB)
IDP: US$ 77,7 bi, alta de 4,8% ante 2024
Reservas internacionais: US$ 358,2 bi em dezembro
O Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões em 2025 nas contas externas, o pior resultado em 11 anos. O saldo equivale a 3,02% do PIB, segundo dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, 26.
As transações correntes medem todo dólar que entra e sai do país por comércio, serviços, juros, lucros e dividendos. Déficit significa que o Brasil mandou mais dinheiro ao exterior do que recebeu, o que pressiona o real e pode obrigar o governo a se endividar mais em moeda estrangeira. Para quem tem ação ou título na carteira, o câmbio é o canal por onde esse saldo chega à inflação e aos juros.
Déficit sobe US$ 2,6 bilhões ante 2024
Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões, ou 3,03% do PIB. Três fatores explicam a piora de US$ 2,6 bilhões:
superávit comercial US$ 5,9 bilhões menor
déficit de serviços US$ 2,2 bilhões menor
superávit de renda secundária US$ 1 bilhão maior
Só em dezembro, as transações correntes tiveram déficit de US$ 3,4 bilhões em dezembro, contra US$ 10,2 bilhões no mesmo mês de 2024. O superávit comercial maior, de US$ 4,7 bilhões, respondeu pela maior parte da melhora.
Investimento direto sobe 4,8%
Os investimentos diretos no país de US$ 77,7 bilhões ficaram em 3,41% do PIB. Em 2024, haviam sido US$ 74,1 bilhões.
O ingresso líquido em participação no capital caiu 3,5%, para US$ 62,4 bilhões. Os reinvestimentos recuaram 21,3%, enquanto os ingressos sem lucros reinvestidos subiram 14,2%.
As operações intercompanhia trouxeram US$ 15,3 bilhões, US$ 5,8 bilhões mais que em 2024.
Reservas caem US$ 2,3 bilhões em dezembro
As reservas de US$ 358,2 bilhões ficaram US$ 2,3 bilhões abaixo de novembro. A concessão de linhas com recompra retirou US$ 4,5 bilhões do estoque.
Frente a dezembro de 2024, o estoque subiu US$ 28,5 bilhões, puxado por variações de paridade (US$ 12,9 bilhões) e receita de juros (US$ 8,9 bilhões).