Bradesco BBI paga mais de R$ 5 bi por 14,86% da Motiva e vira sócio do controle
Venda da fatia da Mover saiu com prêmio sobre o valor de mercado, e Votorantim, Itaúsa e Soares Penido têm 30 dias para decidir se exercem preferência.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Participação vendida: 14,86% da Motiva por mais de R$ 5 bilhões
Dívida liquidada pela Mover: cerca de R$ 3,3 bilhões
Valor de mercado da Motiva na sexta: R$ 33 bilhões; ação a R$ 16,48
A Mover Participações vendeu 14,86% da Motiva por mais de R$ 5 bilhões ao Bradesco BBI. O negócio foi fechado na noite de sexta-feira (24), depois de negociações iniciadas no fim de 2024.
A fatia coloca o banco de investimentos dentro do bloco de controle da maior concessionária de infraestrutura do país, que opera Bandeirantes, Anhanguera, Dutra e o Metrô Bahia. Para quem tem ação da Motiva (MOTV3), o desenho do controle pode mudar: a fatia só troca de mãos se Votorantim, Itaúsa (ITSA4) e Soares Penido abrirem mão da preferência.
Venda saiu com prêmio sobre os R$ 4,95 bilhões do pregão
A Motiva encerrou o pregão de sexta-feira avaliada em R$ 33 bilhões, com a ação a R$ 16,48. A esse preço, a fatia da Mover valia cerca de R$ 4,95 bilhões, o que indica prêmio sobre os R$ 4,95 bilhões de valor de mercado.
Os papéis da companhia subiram cerca de 25% entre outubro e março. A Motiva registra receita anual de R$ 15,3 bilhões.
Dívida de R$ 3,3 bilhões sai do balanço da Mover
Com a venda, a Mover quita dívida de R$ 3,3 bilhões com o Bradesco e mantém aproximadamente R$ 500 milhões em caixa, já descontados impostos e despesas. As ações da Motiva estavam dadas como garantia em uma operação de crédito ligada à Intercement, empresa do mesmo grupo.
A Intercement foi transferida no início de abril para o empresário argentino Marcelo Mindlin e para as gestoras Redwood Capital e Moneda Pátria. A operação envolveu o pagamento de R$ 500 milhões por 100% das ações, livres de passivos.
30 dias para os sócios decidirem
A participação era detida por meio da Sucea e da Sincro Participações. Do total, 10,33% estavam vinculados ao acordo de acionistas e 4,53% eram ações livres.
O ativo foi oferecido a mais de 30 investidores, entre eles o fundo canadense La Caisse e o soberano GIC, de Singapura. Propostas entre 10% e 15% abaixo do valor de mercado foram descartadas.
Votorantim, Itaúsa e o grupo Soares Penido têm 30 dias para exercer o direito de preferência, comprando a fatia de forma proporcional, ou aceitar o Bradesco BBI como novo sócio do controle.