Itaú, Bradesco e Santander lucram R$ 22,6 bi no 3º tri, alta de 2,4%
Santander cai 28% e fica com RoE de 11,9%, longe da meta de 20% até 2028, enquanto Itaú sustenta 23,6%.
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Em resumo
Lucro combinado de R$ 22,61 bi no 3º tri, alta de 2,4% em base anual
Itaú: lucro de R$ 12,617 bi e RoE de 23,6%
Santander: lucro de R$ 2,9 bi, queda de 28%, e RoE de 11,9%
Os três maiores bancos privados de varejo do país lucraram R$ 22,61 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,4% em um ano. O lucro somado de R$ 22,61 bilhões de Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) subiu 0,6% frente aos três meses anteriores e ficou em linha com os R$ 22,6 bilhões esperados pelas casas consultadas pelo Prévias Broadcast, segundo o Money Times.
A temporada veio com inadimplência em alta, porque a Selic a 13,75% ao ano demora a ceder e compromete a renda das famílias e o caixa das empresas. Para quem tem a ação, o que separa os três papéis é o retorno sobre o patrimônio: um banco que sustenta RoE alto segura melhor o valuation justamente quando o juro elevado corrói a carteira de crédito.
Santander amarga tombo de 28% e fica em 11,9% de RoE
O Santander Brasil lucrou R$ 2,9 bilhões, o tombo de 28%, para R$ 2,9 bilhões, na comparação anual. O retorno sobre patrimônio caiu 5,6 pontos percentuais, para 11,9%. A meta da matriz espanhola é chegar a 20% até 2028.
A pressão veio das carteiras de agronegócio e de baixa renda, as mais afetadas do trio. Em Madri, a ação da controladora recuava 5%, influenciada em parte pelo desempenho brasileiro. O presidente Gilson Finkelsztain admitiu, em teleconferência, que os números estão abaixo da rentabilidade buscada e pediu que se considerem o ambiente macro e o rebalanceamento do banco.
Bradesco emplaca 11º trimestre de lucro maior
O Bradesco lucrou R$ 7,1 bilhões, no 11º trimestre seguido de alta sequencial, apoiado em receitas de serviços e controle de custos. O RoE recuou para 15,6%. O aumento de capital de R$ 10 bilhões pesou no indicador, que sem ele ficaria em 16,1%.
O ambiente restritivo atrasou a recuperação de rentabilidade que Marcelo Noronha conduz há dois anos. "Com comprometimento da renda das famílias maior e endividamento das empresas, temos que ter mais cautela e andar mais devagar", disse o presidente.
Itaú mantém retorno de 23,6%, o maior do setor
O Itaú Unibanco lucrou R$ 12,617 bilhões e sustentou retorno de 23,6%, o maior do setor, com disciplina em crédito e custos. A geração de receitas, porém, veio fraca, sobretudo no banco de capitais.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, sem sinal de ajuste fiscal significativo, tende a atrasar a queda da Selic, hoje em 13,75% ao ano. Analistas do Citi escreveram que o período pós-eleitoral reforça juros altos por tempo prolongado e aumenta a atratividade de bancos com lucro previsível e forte geração de caixa.