Assaí desembolsa até R$ 80 milhões e entra na venda de combustíveis em SP
Aquisição de 18 postos prevê R$ 40 milhões de sinal após aval do Cade e earn-out de até R$ 5 milhões; operação deve começar em julho de 2027.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Aquisição envolve 18 postos já instalados em lojas do Assaí no estado de São Paulo
Valor total pode chegar a R$ 80 milhões, com R$ 40 milhões após aval do Cade
Assaí identifica potencial de longo prazo para rede com mais de 100 postos
O Assaí (ASAI3) fechou a compra de 18 postos por até R$ 80 milhões, todos instalados em lojas da rede no estado de São Paulo. O negócio marca a estreia do atacarejo na venda de combustíveis e ainda precisa do aval do Cade.
A aposta é monetizar o fluxo que já passa pelas unidades. Cerca de 20 milhões de veículos circulam pelas lojas do Assaí a cada mês, segundo a Suno Notícias, e o cliente poderia abastecer e comprar no mesmo endereço.
Compra depende de Cade e de licenças ambientais
O contrato foi assinado com o Centro de Conveniências Millennium, que opera os postos hoje. O desembolso está dividido em três parcelas:
R$ 40 milhões de sinal, após a aprovação prévia do Cade;
R$ 35 milhões conforme a aquisição das sociedades que controlam os postos;
até R$ 5 milhões de earn-out, se metas do contrato forem cumpridas.
A transação também depende de licenças regulatórias e ambientais, exigidas para operar produtos inflamáveis. A companhia não informou quanto espera faturar com os postos nem qual bandeira será usada.
BTG projeta rede de mais de 100 postos
Em relatório a clientes, o BTG Pactual estima que o Assaí pode chegar a uma rede de mais de 100 postos no longo prazo, patamar comparável aos 105 do Carrefour Brasil. Nas contas do banco, cada unidade venderia R$ 2 milhões por mês, com margem Ebitda de 4%.
Isso daria cerca de R$ 2,4 bilhões em vendas anuais. O Ebitda de R$ 96 milhões representaria 2% do consolidado projetado para 2027, mas o valor líquido tende a ser menor: o Assaí deixaria de receber o aluguel que hoje cobra de operadores terceirizados.
"Uma recuperação mais significativa da tese de investimento segue dependendo do negócio principal do varejo alimentar", afirmam os analistas.
Alavancagem cai para 2,37 vezes
A alavancagem de 2,37 vezes fechou o segundo trimestre de 2026, 0,80 vez abaixo de um ano antes. O lucro líquido cresceu 103,4%, para R$ 537 milhões.
A receita líquida avançou 0,9%, para R$ 19,1 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 0,7%, para R$ 1,07 bilhão. Por volta das 10h20, as ações caíam 0,49%, a R$ 10,21, e acumulam valorização de mais de 40% em 2026.
A operação começa em 31 de julho de 2027, quando o Assaí poderá assumir cada posto, desde que Cade e licenças já tenham liberado o negócio.