Assaí prevê fechar lojas às 20h ou 21h com fim da escala 6x1
Despesa com pessoal equivale a cerca de 5% das vendas no atacarejo, contra 10% a 12% nos supermercados, segundo o CEO Belmiro Gomes.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Fim da escala 6x1 reduz jornada de 44 para 42 horas semanais em 16 de dezembro
Vendas mesmas lojas subiram 0,1% no 3º tri e 3,9% em outubro
Lucro líquido contábil foi de R$ 427 milhões (+119%) com créditos tributários
O Assaí (ASAI3) prevê encurtar o horário das lojas depois da virada do ano para lidar com o fim da escala 6x1. O CEO Belmiro Gomes afirmou que a rede e outras varejistas discutem fechar as portas às 20h ou às 21h. As associações do setor negociam a mudança para valer a partir de 2027.
A conta pesa menos no atacarejo do que no supermercado. Segundo estimativas do setor citadas por Gomes, a despesa com pessoal gira em torno de 5% das vendas no atacarejo, contra 10% a 12% nos supermercados. O executivo disse esperar anular o impacto na margem mesmo com o aumento do quadro de funcionários, que hoje soma cerca de 90 mil pessoas.
Jornada cai para 42 horas em 16 de dezembro
A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro, garante dois dias de descanso por semana e reduz a jornada de 44 para 42 horas a partir de 16 de dezembro. O limite de 40 horas semanais entra em vigor 12 meses depois.
Gomes criticou o calendário da mudança. "O tempo de transição do 6x1 é algo que vai penalizar o comércio", disse, porque a nova jornada começa na semana anterior ao Natal. Associações do varejo recorreram à Justiça para adiar a data.
Assaí quer embalagem que vira expositor na prateleira
A rede também defende embalagens que funcionam como expositor: o repositor abre a caixa e a coloca direto na prateleira, em vez de repor produto a produto. Gomes citou ainda o tamanho e a qualidade dos códigos de barras, que atrasam a leitura no caixa e no self-checkout.
A expansão dos caixas de autoatendimento ajudou a conter a despesa por cliente atendido, que subiu 2,7% no trimestre, abaixo da inflação de 4,4%.
Vendas nas mesmas lojas sobem 0,1% no trimestre
A receita bruta somou R$ 21,3 bilhões, alta de 2,7%, mas as vendas nas mesmas lojas avançaram 0,1%, abaixo da inflação de alimentos de 4,2%. O consumidor trocou marcas por opções mais baratas e o fluxo de clientes cresceu 2,1%.
Nos números do terceiro trimestre, na visão pré-IFRS16:
Lucro líquido contábil de R$ 427 milhões, alta de 119% com créditos tributários de PIS/Cofins
Lucro recorrente de R$ 248 milhões, alta de 55,2%
Ebitda ajustado estável em R$ 1,1 bilhão, com margem de 5,7%
Alavancagem de 2,15 vezes, ante 3,03 vezes um ano antes
Em outubro, já depois do fechamento do trimestre, as vendas nas mesmas lojas cresceram 3,9%, alta que a empresa associa à proibição das apostas online. A jornada de 42 horas entra em vigor em 16 de dezembro.