Arrecadação federal sobe 5,62% em setembro e tem recorde para o mês
Ritmo desacelera ante os 8,25% de agosto, e a XP vê atividade mais fraca pressionar as receitas no fim do ano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Arrecadação de setembro: R$ 239,4 bilhões, perto da expectativa de R$ 239,6 bilhões
Crescimento real caiu de 8,25% em agosto para 5,62% em setembro
Imposto sobre exportação de petróleo bruto gerou R$ 2,9 bilhões em setembro e R$ 12,9 bilhões no ano
A arrecadação federal somou R$ 239,4 bilhões em setembro, o maior valor para o mês desde 2000. O avanço real foi de 5,62% sobre setembro de 2025, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22).
O resultado veio em linha com a mediana das projeções do mercado, de R$ 239,6 bilhões, segundo a Suno Notícias. Para quem acompanha o risco fiscal, a arrecadação é o lado da receita que o governo precisa sustentar para cumprir a meta de 2026. A XP (XPBR31) projeta . A alta real seria de 6,6%.
arrecadação de R$ 3,214 trilhões em 2026
O Prisma Fiscal de outubro, do Ministério da Fazenda, elevou a mediana do déficit primário do Governo Central para R$ 53 bilhões neste ano. Na leitura anterior, era de R$ 52,3 bilhões.
Alta desacelera frente aos 8,25% de agosto
Em agosto, a arrecadação havia crescido 8,25% sobre o mesmo mês de 2025. A XP atribui a perda de ritmo à atividade econômica mais fraca, que começa a pesar sobre a entrada de recursos, mesmo com a ajuda dos preços mais altos do petróleo. Sem mudanças de tributação e receitas extraordinárias, as receitas administradas subiram 3,69% em setembro, abaixo dos 5,03% do mesmo grupo antes dos ajustes.
"A moderação da atividade econômica deve exercer impacto negativo no último trimestre deste ano e no próximo ano", afirma Tiago Sbardelotto, economista da XP.
Petróleo rende R$ 2,9 bi e IOF recua 9,1%
O imposto sobre exportação de petróleo cru rendeu R$ 2,9 bilhões em setembro e R$ 12,9 bilhões no acumulado do ano. Outros tributos andaram em direções opostas:
Receita Previdenciária: R$ 64,6 bilhões, alta real de 6,18%
IRRF sobre rendimentos do trabalho: recuo de 6,7%
IOF: R$ 8,0 bilhões, queda real de 9,06%
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,1 bilhões, alta real de 9,87%. A tributação de dividendos, que começa em 2026, ajudou o resultado.
A XP liga a queda do IRRF sobre o trabalho à isenção ampliada para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. A do IOF, à provável redução das concessões de crédito.
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação federal chegou a R$ 2,351 trilhões no ano, avanço real de 6,97%.