ANS derruba cautelar e libera Hapvida para renegociar 947 mil vidas
Operadora diz que a revisão atinge apenas contratos coletivos com grandes empresas e fica sob monitoramento do regulador.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cautelar suspensa atingia cerca de 947 mil beneficiários, aproximadamente 11% da base da Hapvida
Tíquete médio desse grupo é cerca de metade da média consolidada do segmento de saúde
Ações caíram 33% em um único pregão após o balanço do segundo trimestre
A ANS derrubou a cautelar sobre 947 mil vidas da Hapvida (HAPV3) nesta sexta-feira (21), liberando a operadora para renegociar contratos. A decisão saiu um dia depois de a agência bloquear reajustes e cancelamentos e após reunião entre o CEO Luccas Adib e o regulador, no Rio.
A liberação desobstrui o plano que a Hapvida apresentou aos investidores para recuperar margem e geração de caixa. As ações caíram 33% em um único pregão depois do balanço do segundo trimestre, quando a companhia detalhou a revisão de contratos pouco rentáveis.
Revisão atinge só grandes contratos coletivos
Adib e o vice-presidente de Relações Institucionais, Gustavo Ribeiro, explicaram na reunião que as medidas atingem apenas contratos coletivos com grandes empresas. Ficam fora planos individuais, coletivos por adesão e contratos com pequenas e médias empresas, segundo a ANS.
A diretoria colegiada então retirou a restrição, que valia desde quinta-feira (20), e afirmou que não há proibição à negociação dos contratos coletivos citados pela companhia.
947 mil vidas somam 11% da base
O grupo identificado pela Hapvida reúne 947 mil vidas, 11% da base. O tíquete médio desse grupo equivale a aproximadamente metade da média do segmento de saúde.
A companhia quer usar os ciclos de renovação para renegociar os contratos e, onde não houver acordo ou houver faturas em aberto, pode descontinuar parte dessas vidas. "O efeito deverá ser favorável em termos de margem e geração de caixa", disse a operadora no balanço, referindo-se aos dois desfechos possíveis.
ANS mantém monitoramento regulatório
A retirada da cautelar vem acompanhada de monitoramento regulatório da ANS, que vai acompanhar a implementação das medidas e o efeito sobre os beneficiários.
O presidente da agência, Wadih Damous, disse na quinta-feira (20) que a revisão tinha aparência de seleção de risco, prática proibida pela regulação. Ele afirmou que a cautelar queria impedir que as medidas atingissem muitos consumidores antes de a agência saber quais contratos estavam envolvidos.