Canetas emagrecedoras mudam grade de tamanhos na Track&Field, diz CEO
Rede aposta no formato TFC Food & Market, cujas vendas subiram 34,8% no segundo trimestre, para atender o cliente que treina e controla a alimentação.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Receita líquida de R$ 279,7 mi no 2º tri, alta de 15,5% a/a
Lucro líquido ajustado de R$ 44,3 mi, +8,2%, com margem de 15,8%
BTG Pactual mantém compra para TFCO4 com alvo de R$ 19,00
A Track&Field (TFCO4) passou a vender mais peças de tamanhos menores e atribui a mudança ao uso das canetas emagrecedoras. O movimento aparece nas linhas feminina e masculina, diz o CEO Fernando Tracanella, que não quis abrir o número.
A migração para tamanhos menores ocorre num público de renda mais alta, o que tem mais acesso aos análogos de GLP-1 como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. "Começa já uma migração para tamanhos menores, tanto masculino quanto feminino", disse Tracanella à Bloomberg Línea. O tratamento passa de R$ 2.000 por caixa mensal nas doses mais altas.
Para o acionista, a rede de 448 lojas no Brasil e em Portugal tenta acompanhar a rotina do cliente que treina e controla a alimentação, enquanto o varejo esportivo se fragmenta. Lacoste e Slyce abrem lojas atrás da onda do tênis, e Grupo Live! e C&A (marca Ace) avançam em athleisure.
TFC Food & Market cresce 34,8% no trimestre
A aposta para atender esse cliente é o TFC Food & Market, formato de comida saudável e suplementação que opera em 17 unidades, mais uma loja no escritório da empresa. As vendas do formato subiram 34,8% no segundo trimestre, com alta de 29,2% nos clientes atendidos. Lojas reformadas com o TFC cresceram 15 pontos percentuais acima das reformadas sem o formato, segundo o CEO.
Suplementos respondem por cerca de um quarto das vendas do TFC, atrás de comidas, mas a empresa descarta fabricar os próprios produtos e prefere distribuir marcas de terceiros. O TF Mall, marketplace da companhia, encerrou junho com 36 marcas ativas, 19 a mais que um ano antes.
Receita sobe 15,5%, para R$ 279,7 milhões
No segundo trimestre, a receita líquida somou R$ 279,7 milhões, alta de 15,5% sobre um ano antes. O Ebitda cresceu 15,9%, com margem de 23,5%, e o lucro líquido ajustado chegou a R$ 44,3 milhões, 8,2% mais, com margem de 15,8%.
BTG mantém compra com alvo de R$ 19,00
O BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra para TFCO4, com preço-alvo de R$ 19,00 em 12 meses, e classificou o trimestre como ligeiramente acima do projetado. O banco citou a aceleração das vendas em mesmas lojas, que vinham de 12,1% no primeiro trimestre, e a estabilidade da margem Ebitda ajustada.
A TFSports, plataforma de inscrição em provas e aulas, consumiu 3,8% da receita líquida no Ebitda consolidado, ante 2,4% um ano antes.