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Tenda lucra R$ 57,3 mi no 3º tri e desaba 17,7% na Bolsa com margem
Margem bruta do negócio principal caiu de 39,9% para 34,6% em relação ao segundo trimestre, aponta o Itaú BBA.
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Margem bruta do negócio principal caiu de 39,9% para 34,6% em relação ao segundo trimestre, aponta o Itaú BBA.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
A Tenda (TEND3) lucrou R$ 57,3 milhões no terceiro trimestre, 48,7% menos que um ano antes. O resultado ficou abaixo dos R$ 136 milhões que analistas esperavam, segundo dados da LSEG, e dos R$ 179 milhões do segundo trimestre.
Os papéis reagiram mal e sofreram tombo de 17,72% nesta quinta-feira (5), a R$ 16,25, a maior baixa do Ibovespa. Sem o efeito contábil dos contratos de swap referenciados em ações da própria companhia, o lucro teria sido de R$ 106,4 milhões, informou a empresa. O JPMorgan calcula uma perda de R$ 49 milhões só com a marcação a mercado desses contratos.
A margem bruta ajustada recuou 530 pontos-base na comparação com o segundo trimestre, de 39,9% para 34,6%, segundo o Itaú BBA. A queda de 290 pontos-base nas margens de vendas novas veio de preços menores no pro-soluto pós-entrega, descontos no Rio de Janeiro e mudança no mix de produtos.
Os números do trimestre, na comparação com um ano antes:
Para chegar ao piso da projeção de lucro de R$ 600 milhões em 2026, a Tenda precisa lucrar R$ 180 milhões no quarto trimestre, contra R$ 106,5 milhões no terceiro, aponta a XP. A corretora classifica a meta como desafiadora.
O Goldman Sachs e o Itaú BBA reiteraram a recomendação de compra, com preços-alvo de R$ 29 e R$ 58. O JPMorgan também manteve compra e alvo de R$ 52,50. A ação negocia a 2,9 vezes o lucro projetado para 2027, ante 4,2 a 5,7 vezes de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3).
O Bradesco BBI vê risco de corte nas estimativas de 2027 por causa da compressão de margens e da desaceleração nas vendas. A estratégia de reduzir o pro-soluto pós-entrega, embora mais prudente do ponto de vista de crédito, estreita o mercado endereçável e deve manter pressão sobre os papéis no curto prazo.
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