EUA cobram tarifa extra de 10% e Brasil fica com alíquota efetiva de 13%
Taxa vale por 150 dias, até 24 de julho de 2026, e substitui as tarifas derrubadas pela Suprema Corte na sexta-feira.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 5 veículos. Como fazemos
Em resumo
Tarifa adicional de 10% vigora por até 150 dias pela Seção 122
Brasil: alíquota efetiva estimada em 13%, redução de 10 p.p.
Impacto direto em US$ 16 bi de exportações, 0,7% do PIB
Os Estados Unidos passaram a cobrar nesta terça-feira (24) uma tarifa adicional de 10% sobre as importações não isentas. A alíquota ficou abaixo dos 15% que Donald Trump prometeu no sábado.
A cobrança substitui as tarifas "recíprocas" derrubadas pela Suprema Corte na sexta-feira (20). Para o Brasil, a mudança alivia a conta: economistas do Bradesco (BBDC4) calculam queda de 10 pontos percentuais na alíquota efetiva, para cerca de 13%. O Goldman Sachs estima impacto direto sobre US$ 16 bilhões em exportações aos EUA, 0,7% do PIB.
Tarifa vale por 150 dias
A taxa se apoia na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que deixa o presidente impor tarifas por até 150 dias sem aval do Congresso. O decreto assinado por Trump fixa validade até 24 de julho de 2026. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o partido não autorizará a prorrogação.
A Casa Branca prepara uma ordem formal para elevar a tarifa a 15%, segundo funcionário do governo citado pela InvestNews, sem prazo definido. Trump não havia emitido a diretiva até a taxa de 10% começar a valer à 0h01 de Washington, 2h de Brasília.
Brasil fica com alíquota menor
Economistas do Bradesco veem efeito líquido positivo, porque o país era um dos mais onerados no modelo anterior. O petróleo, principal produto exportado pelo Brasil aos americanos, segue isento. As tarifas setoriais seguem em vigor:
Aço e alumínio: 50%
Peças de cobre: 50%
Madeira e lenha: 10%
O levantamento da Global Trade Alert coloca o Brasil entre os países com maior redução da tarifa média, de 13,6 pontos percentuais, mesmo com a alíquota global a 15%. "A decisão é marginalmente positiva para Brasil", disse Leonardo Costa, economista da ASA, que pondera o efeito da incerteza comercial.
Nova leva de tarifas em estudo
O InfoMoney relata, com base no Wall Street Journal, que a equipe de Trump avalia investigações pela Seção 232, que permite tarifas por segurança nacional, sobre baterias, ferro fundido, tubulações plásticas, químicos industriais e equipamentos de rede elétrica e telecomunicações. O anúncio não tem data, e os estudos levam meses.
No mercado, o dólar (USDBRL) chegou a se aproximar de R$ 5,15 e fechou em queda moderada, enquanto o Ibovespa caiu junto com as bolsas americanas.