Venda de Tanure na Prio quita R$ 1,5 bilhão com credores
A posição de mais de 17% da Prio foi dada em garantia de um empréstimo do Credit Suisse, desfeita pelo UBS.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Tanure detinha cerca de 20% da Prio; mais de 17% foram dados em garantia a empréstimo do Credit Suisse
Venda de ações da Prio quitou cerca de R$ 1,5 bilhão em principal e juros
Tanure ofereceu imóveis como garantia para adiar R$ 1,4 bilhão a credores da Ligga
Nelson Tanure vendeu quase toda a fatia na Prio (PRIO3) para pagar credores. As ações serviram para quitar R$ 1,5 bilhão em principal e juros de um empréstimo.
A fatia, que chegava a cerca de 20% da petrolífera, foi desfeita, segundo pessoas familiarizadas ouvidas pelo InvestNews. A posição de mais de 17% da Prio em garantia de um empréstimo do Credit Suisse foi desfeita pelo UBS após a compra do banco, no ano passado. O restante das ações foi vendido para quitar outras dívidas.
A Prio diz que não comenta participações individuais de acionistas. O filho de Tanure, Nelson Queiroz Tanure, preside o conselho e mantém mais de 1% da companhia.
Empréstimo de R$ 1,5 bilhão é quitado com ações da Prio
Para adiar outros R$ 1,4 bilhão devidos a credores, Tanure ofereceu imóveis pessoais como garantia. A renegociação da dívida da Ligga ocorreu em dezembro com BTG Pactual (BPAC11), Santander (BCSA34), Prisma Capital e Farallon Capital Management, segundo o InvestNews.
A Prio valia cerca de R$ 200 milhões quando Tanure investiu, em 2013. Hoje vale mais de R$ 38 bilhões, e as ações subiram cerca de 5,5% neste ano.
A saída da Prio acontece enquanto Tanure é alvo de investigação sobre o Banco Master. A polícia mirou Tanure na quarta-feira em nova fase da apuração. Seu advogado disse que a única medida imposta foi a apreensão do celular.
Emae é vendida à Sabesp após calote em títulos
Tanure também deu ações da Emae (EMAE4) como garantia em uma emissão de títulos locais não paga no ano passado. Os credores tomaram as ações, e a Emae foi vendida para a Sabesp (SBSP3).
Outras empresas do investidor sofrem com os juros altos. A Gafisa (GFSA3) tem ações perto de mínimas históricas, e a Alliança caiu mais de 80% desde o pico de agosto de 2023. Ele também tinha posição na Ambipar (AMBP3), que pediu recuperação judicial em outubro, e na Light (LIGT3), que tenta sair da recuperação judicial.
Para obter liquidez, Tanure trabalha com o Rothschild na venda da Ligga e com o BTG na venda da Alliança.