DI para janeiro de 2028 cai a 12,96% após serviços recuarem 0,1%
Haddad disse que o governo central fechou 2025 com déficit primário estimado de 0,1% do PIB, dentro da meta.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
DI jan/2027 caiu 5 pontos-base, a 13,695%; DI jan/2028 recuou 6 pontos-base, a 12,96%
Serviços: -0,1% em novembro ante outubro; +2,5% na comparação anual
Déficit primário de 2025 estimado em 0,1% do PIB, ou 0,48% com precatórios e indenizações
As taxas dos DIs de curto prazo caíram nesta terça-feira após o setor de serviços recuar serviços recuaram 0,1% em novembro. O DI para janeiro de 2028 fechou a 12,96%, e o contrato para 2027 terminou em 13,695%.
O setor de serviços é um dos focos do Banco Central na condução da política monetária, porque segue mostrando inflação persistente. Para quem acompanha a curva de juros, o recuo dos vértices curtos indica menos pressão por aperto no curto prazo. Os contratos longos não seguiram o mesmo caminho: o DI para 2035 subiu a 13,515%, ante 13,482% da véspera.
Serviços ficam abaixo da projeção de alta de 0,2%
O volume de serviços caiu 0,1% em novembro ante outubro, segundo o IBGE. Economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 0,2%. Na comparação com novembro de 2025, a alta foi de 2,5%, abaixo dos 3,0% esperados.
O DI para janeiro de 2028 marcou a mínima de 12,945% às 11h05. A queda era de 8 pontos-base frente ao ajuste anterior.
CPI dos EUA sobe 0,3% e Treasuries recuam
O CPI subiu 0,3% em dezembro nos Estados Unidos, em linha com o esperado, e 2,7% em 12 meses. O núcleo avançou 0,2%, abaixo dos 0,3% projetados.
O rendimento do Treasury de dois anos caiu 2 pontos-base, a 3,522%. O retorno do papel de dez anos recuou 2 pontos-base, a 4,167%.
"A divulgação (do CPI) sustentou a recuperação dos índices futuros de Nova York", avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Haddad estima déficit de 0,1% do PIB em 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com déficit primário de 0,1% do PIB, dentro da meta de déficit zero, que tem margem de 0,25% do PIB. Considerando precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ficaria em 0,48% do PIB, afirmou.
"Nós estamos em uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano", disse Haddad.
Segundo o InfoMoney, os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão apresentados pelo Tesouro e pelo Banco Central no fim de janeiro.