Santander eleva B3 a compra e vê alta de 27% até o fim de 2027
Banco projeta R$ 500 milhões em JCP no quarto trimestre de 2026 e pode antecipar pagamentos se o lucro superar a estimativa.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Recomendação passa de neutra para outperform, com alvo de R$ 30 até o fim de 2027
Potencial de alta de 27% e retorno estimado de dividendos de 7%
ADTV de cerca de R$ 66 bilhões em outubro e R$ 2,5 bilhões em ativos fiscais para JCP
O Santander elevou a recomendação da B3 (B3SA3) de neutra para compra e fixou preço-alvo de R$ 30 para o fim de 2027. O alvo representa potencial de 27% sobre o último fechamento, com dividend yield estimado em 7%.
A tese interessa a quem tem a ação porque a receita da B3 depende do volume negociado na bolsa: quanto mais negócios, maior a receita de negociação e pós-negociação. Os papéis subiram 37% em 30 dias, contra 12% do Ibovespa no mesmo período, segundo o Seu Dinheiro. Ainda assim, o Santander calcula .
desconto de 23% ante pares globais
Volume de outubro chega a R$ 66 bilhões por dia
O volume financeiro médio diário (ADTV) está em cerca de R$ 66 bilhões no acumulado de outubro, diz o banco. A volatilidade das eleições elevou a atividade, e a queda dos juros longos tende a favorecer o fluxo para ações.
No terceiro trimestre de 2026, o Santander projeta lucro líquido ajustado de R$ 1,425 bilhão, estável ante o trimestre anterior e 10% acima de um ano antes. O banco estima lucro de R$ 8,2 bilhões em 2027, cifra 23% maior que a do ano anterior.
A projeção assume volume médio diário de R$ 40 bilhões no próximo ano, mesmo com desaceleração em novembro e dezembro.
Restam R$ 2,5 bilhões em JCP a distribuir
A B3 usa um estoque de R$ 5,5 bilhões em ativos fiscais (DTAs) para pagar juros sobre capital próprio extraordinários após a reforma tributária. Desse total, R$ 3 bilhões já foram distribuídos e restam R$ 2,5 bilhões.
O Santander projeta R$ 500 milhões no quarto trimestre de 2026. Os R$ 2 bilhões restantes sairiam ao longo de 2027, prazo que pode encurtar se o lucro vier acima do esperado, por causa de limites regulatórios ligados à rentabilidade.
A partir de 2028, a reforma tributária deve reduzir o espaço para novas distribuições, segundo o banco.
Base Exchange começa a operar no segundo semestre de 2027
A Base Exchange anunciou a intenção de entrar como bolsa de valores no segundo semestre de 2027. O Santander afirma não esperar efeito material sobre os resultados da B3 em horizonte previsível.