Mamdani quer proibir 40 terceirizadas e forçar Amazon a contratar entregadores
O Conselho Municipal de Nova York já tem patrocinadores suficientes para aprovar o texto, mas a votação depende de Julie Menin.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Projeto exigiria contratação direta de entregadores que hoje trabalham para terceirizadas
Amazon tem mais de 40 empresas parceiras de entrega em NY, com 5 mil empregados
Campanha contrária financiada pela Amazon gastou mais de US$ 8 milhões em lobby
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, quer proibir a Amazon (AMZO34) de usar terceirizadas na entrega e obrigar a contratação direta dos entregadores. O texto seria a primeira vedação explícita no país ao modelo de parceiros de serviços de entrega.
A Amazon sustenta o serviço na cidade com mais de 40 empresas parceiras, que empregam mais de 5 mil pessoas, segundo o porta-voz Steve Kelly. A empresa diz que pode processar a cidade se o projeto passar como está.
Pelo texto, companhias como a Amazon não poderiam contratar terceiros para armazenar ou entregar pacotes após um período de adaptação. Entregadores demitidos por parceiras que fecharem teriam de ser recontratados pela Amazon.
Menin estuda enxugar o projeto e manter só o licenciamento
A decisão de pautar a votação está com Julie Menin, presidente do Conselho Municipal e democrata centrista, que tem se posicionado ao lado das empresas. Ela disse temer perda de empregos e aumento de preços, e avalia reduzir o texto ao licenciamento dos armazéns das terceirizadas, sem exigir contratação direta, segundo duas pessoas a par das negociações.
O projeto já reúne patrocinadores suficientes para ser aprovado, caso Menin marque a votação. A principal patrocinadora, Tiffany Cabán, defende a proposta após uma audiência no Conselho em abril com depoimentos de entregadores sobre acidentes e condições inseguras.
Lobby de US$ 8 milhões tenta barrar o texto
O grupo pró-empresas Five Borough Jobs Campaign gastou mais de US$ 8 milhões em lobby contra a proposta. Advogados da prefeitura avaliam se a Lei Federal de Autorização da Administração Federal de Aviação, que barra leis municipais sobre transportadoras rodoviárias, impede o texto.
Em memorando citado pelo InfoMoney, o advogado Brendan McGuire apontou ainda risco de violação da cláusula constitucional de contratos. Kelly afirmou que a Amazon consideraria transferir suas operações de entrega para fora de Nova York, o que, segundo a empresa, deixaria as entregas mais lentas e mais caras.
NorthStar tem 100 funcionários no Bronx
Ty Barnes, dono da NorthStar Logistics, que entrega pacotes da Amazon no Bronx, diz que a proibição destruiria seu negócio. A empresa tem cerca de 100 trabalhadores e leva mais de 100 mil pacotes por semana.
A proposta tem apoio dos Teamsters de Sean O'Brien e dos Socialistas Democráticos da América de Nova York.