Prio prepara 1º óleo de Wahoo e primeira política de dividendos
Campo na Bacia de Campos começa com dois poços e chega a 40 mil barris por dia.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Wahoo começa com dois poços e capacidade plena de 40 mil barris/dia
Capex de Wahoo revisado para US$ 870 milhões; custo por barril de US$ 7,1
Prio recomprou cerca de US$ 30 milhões em ações em janeiro e fevereiro
A Prio (PRIO3) deve tirar o primeiro óleo de Wahoo nos próximos dias e prepara sua primeira política de dividendos até junho. O campo na Bacia de Campos é o primeiro desenvolvido do zero pela empresa, que até hoje comprou áreas maduras de Chevron e Petrobras.
A virada importa para quem tem a ação porque a companhia sempre reteve caixa para bancar aquisições. Com mais escala e o fim da fase mais pesada de investimentos, o excedente deve começar a voltar ao acionista.
Wahoo começa com dois poços e 40 mil barris por dia
Wahoo fica a cerca de 30 quilômetros do FPSO Valente, plataforma que receberá a produção. A operação começa com dois poços, o terceiro entra entre o fim de março e o início de abril e o quarto está previsto para o fim de abril. A capacidade de 40 mil barris por dia só é atingida com os quatro em operação.
O projeto teve capex revisado para US$ 870 milhões, com custo por barril adicionado de US$ 7,1, segundo certificação da DeGolyer & MacNaughton com base em janeiro. O Itaú BBA, que recomenda compra, projeta 201 mil barris por dia em 2026. Para 2027, a estimativa é de 217 mil.
Peregrino derruba lifting cost para US$ 12,5
O lifting cost, custo de produzir cada barril, caiu de US$ 17,4 no terceiro trimestre de 2025 para um lifting cost de US$ 12,5 por barril no quarto. A queda veio depois de a Prio assumir Peregrino, comprado da Equinor, e cortar o custo operacional do campo de US$ 500 milhões para US$ 370 milhões por ano. A meta é US$ 250 milhões quando a linha de importação de gás for reativada, em maio ou junho.
O corte adicionou 19,3 milhões de barris às reservas provadas da companhia. Peregrino foi o ativo que mais contribuiu para o crescimento das reservas, com cerca de 38 milhões de barris.
Recompra de até 10% do capital já consumiu US$ 30 milhões
A política de capital terá como âncora uma alavancagem de 1 vez a dívida líquida sobre o Ebitda até 2027, com petróleo a US$ 60 o barril. O que sobrar acima disso vai para recompras ou dividendos.
A Prio cancelou 3% das ações em tesouraria em dezembro e reabriu uma recompra de até 10% do capital. Em janeiro e fevereiro, comprou cerca de US$ 30 milhões em papéis. Monteiro estimou distribuição perto de US$ 400 milhões no ano e afirmou que "o dividendo entra exatamente para isso".
A produção média de 2025 foi recorde, de 106,4 mil barris por dia, com pico de 155,8 mil em dezembro. A política formal de remuneração será divulgada antes do fim do primeiro semestre.