TCU analisa pedido para bloquear pagamento do Bolsa Família de R$ 691
Reajuste de 15,04% custaria R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo o governo; MP quer cautelar antes do julgamento.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 7 veículos. Como fazemos
Em resumo
Ibovespa recuou 1,06% na semana, a 185.229,17 pontos
Selic caiu de 14% para 13,75%; Fed elevou juros para 3,75%-4%
Reajuste do Bolsa Família eleva piso para R$ 691 e custo previsto de R$ 5,8 bi em 2026
O Ministério Público junto ao TCU pediu a suspensão do reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula, que eleva o piso do benefício para R$ 691. A representação foi formalizada na quinta-feira (17) e ainda será analisada pelo Tribunal de Contas da União.
O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado questiona se existe previsão orçamentária para o aumento, que passa a valer na folha de outubro. Ele quer uma decisão cautelar para barrar os pagamentos enquanto o caso não é julgado, sob o argumento de que valores já transferidos seriam difíceis de recuperar.
Custo de R$ 22,7 bilhões em 2027
Para quem tem ação, título ou dinheiro aplicado em real, a conta não termina no custo deste ano. O governo estima R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, conforme o InfoMoney. Os valores do decreto:
piso do benefício: de R$ 600 para R$ 691
valor médio: de R$ 675 para R$ 777
reajuste: 15,04%, pelo INPC de março de 2023 a agosto de 2026
A XP calcula que o custo de 2027 pesa mais que o deste ano. Para a analista Bárbara Baião, o reajuste aumenta a desconfiança sobre a disposição de um eventual quarto mandato de Lula em ajustar as contas públicas.
"Em caso de vitória do governo Lula, vai aumentar o preço para que o governo consiga ancorar expectativas pós-eleição", afirmou ela ao programa Mapa de Risco.
Bolsa cai 0,41% e dólar sobe a R$ 5,14
O Ibovespa recuou 0,41% na sexta-feira (18), aos 185.229,17 pontos, e o dólar fechou a R$ 5,1442, alta de 0,10%. Na semana, o índice perdeu 1,06% e a moeda americana ganhou 0,37%, na primeira semana negativa depois de quatro seguidas de ganhos, segundo o Times Brasil.
A nova rodada do Datafolha não trouxe surpresa. Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% no segundo turno, os mesmos números da pesquisa anterior e dentro da margem de erro de dois pontos, o que limitou a reprecificação dos ativos.
Oposição chama reajuste de eleitoreiro
Flávio Bolsonaro (PL) chamou o anúncio de "desespero", mas disse que manterá o reajuste se for eleito. Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o aumento a 17 dias da eleição escancara uso eleitoreiro do programa.
Para o advogado Vitor Goulart Nery, especialista em direito eleitoral, a medida é válida porque a legislação permite a manutenção de programas sociais já previstos na execução orçamentária do ano anterior.
Lula e os ministros responsáveis foram chamados a prestar informações ao TCU em até 15 dias, e os pagamentos com os novos valores estão previstos para começar em outubro.