Petrobras destina US$ 2,5 bi a 15 poços na Margem Equatorial até 2030
Três dos poços ainda aguardam licença ambiental do Ibama; plano total da estatal soma US$ 109 bilhões em investimentos.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
US$ 2,5 bilhões para a Margem Equatorial até 2030, com 15 poços exploratórios
Plano 2026-2030: US$ 109 bi de capex total e US$ 7,1 bi para exploração
Itaú BBA: preço-alvo de R$ 63 para PETR4 no fim de 2026; custo de extração estimado entre US$ 15 e US$ 30 por barril
A Petrobras (PETR4) vai investir US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial até 2030, com a perfuração de 15 poços exploratórios entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Os recursos estão no Plano de Negócios 2026-2030 da estatal.
A aposta importa porque a companhia busca repor reservas fora dos campos maduros. O Itaú BBA calcula que a Bacia da Foz do Amazonas pode guardar até 5,7 bilhões de barris, mas ainda não incorpora esse volume às projeções de longo prazo.
Exploração leva US$ 7,1 bi de um plano de US$ 109 bi
O plano de negócios prevê US$ 109 bilhões em investimentos totais. A carteira de Exploração e Produção fica com US$ 69,2 bilhões, e US$ 7,1 bilhões vão para atividades exploratórias, que incluem bacias do Sul e do Sudeste e ativos na Colômbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul.
A Margem Equatorial tem cerca de 2.200 quilômetros de extensão e reúne cinco bacias: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Três dos 15 poços ainda dependem de licença
Três dos 15 poços previstos ainda esperam licenciamento ambiental para começar. Em 14 de agosto, a Petrobras enviou ao Ibama informações complementares sobre proteção da fauna marinha, resposta a emergências e impactos acumulados.
A estatal afirma que a perfuração inicial é só exploratória. Se confirmar petróleo em escala comercial, precisará de um novo licenciamento antes de instalar a infraestrutura de produção.
O poço Morpho, no bloco FZA-M-59, fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração ocorre em lâmina d'água superior a 2.800 metros, a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
Itaú BBA projeta R$ 63 para a PETR4 no fim de 2026
O banco estima custo de extração entre US$ 15 e US$ 30 por barril na região, com base nas operações da Guiana, área geologicamente próxima. Para as ações, o banco trabalha com preço-alvo de R$ 63 no fim de 2026.
Os analistas ressalvam que encontrar hidrocarbonetos não comprova uma reserva comercialmente viável. "Serão necessárias atividades adicionais de avaliação para determinar a extensão da descoberta", diz Monique Greco, analista de Óleo e Gás do Itaú BBA.