Petrobras divide controle da Braskem com IG4 e mantém 36,1% do capital
Novo conselho e nova diretoria serão eleitos em assembleia no dia 29 de abril, com Helcio Tokeshi como CEO.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 6 veículos. Como fazemos
Em resumo
Petrobras mantém 36,1% do capital total da Braskem e 47% do votante
FIP Shine da IG4 terá 50,11% das ON e 13,69% das PN
Dívida líquida da Braskem era de US$ 7,5 bi no fim de 2025
A Petrobras (PETR4) assinou nesta quinta-feira (23) acordo com o Shine I FIP, da IG4 Capital, para dividir o controle da Braskem (BRKM5). A estatal avisou a Novonor, em recuperação judicial, que não vai exercer os direitos de preferência e de tag along na venda da fatia.
O arranjo tira a Petrobras do papel de possível bloqueadora da transação e cria controle compartilhado com a IG4. Hoje a estatal ocupa 3 dos 11 assentos do conselho de administração e não tem cadeira na diretoria executiva, segundo o Seu Dinheiro. Pelo novo acordo, todas as deliberações do conselho e da assembleia exigem consenso, e cada lado indica o mesmo número de membros.
A XP avalia que a estatal passará a exercer influência maior sobre a gestão da Braskem e vê o movimento de forma positiva. O Bradesco BBI entende que o acordo reforça a estratégia da Petrobras de ampliar o controle, informou o InfoMoney.
A estatal mantém 36,1% do capital total da Braskem, o equivalente a 47% do capital votante. O FIP Shine terá 34,32% do capital total. O fundo fica com 50,11% das ações ordinárias e 13,69% das preferenciais. Somados, os dois acionistas têm cerca de 70,4% do capital.
IG4 indica CEO e Petrobras assume operação
Helcio Tokeshi, sócio da IG4, será o CEO, e Carlos Brandão, ex-CFO da Oi, assume a diretoria financeira, segundo o InvestNews. A Petrobras deve indicar as diretorias de operação e comercial e a presidência do conselho, para a qual um dos nomes cotados é o da atual CEO Magda Chambriard.
Dívida líquida de US$ 7,5 bilhões e standstill com credores
A nova gestão herda uma empresa sob pressão financeira:
dívida líquida de US$ 7,5 bilhões no fim de 2025
dívida bruta corporativa de US$ 9,4 bilhões
prejuízo líquido de R$ 10,28 bilhões em 2025
A tendência é que a Braskem busque um standstill com a maioria dos credores, caminho para uma recuperação extrajudicial nos moldes da Raízen (RAIZ4), segundo o InvestNews. Recuperação judicial não está descartada. "Nenhum credor vai levar a Braskem", disse uma fonte próxima à companhia.
Lock-up de dois anos e OPA pelas ações em circulação
O fundo Shine precisará manter a participação por um lock-up de dois anos. Depois disso, poderá vender as ações em bolsa, em block trades ou em ofertas subsequentes sem acionar a preferência da Petrobras. Os acionistas também se comprometeram a migrar a Braskem para o Novo Mercado quando metas financeiras forem atingidas.
A IG4 se comprometeu a lançar uma oferta pública para comprar até a totalidade das ações em circulação. O acordo entra em vigor após a conclusão da transferência dos papéis, conforme a Suno Notícias.
As aprovações antitruste no Brasil, México, Estados Unidos e União Europeia já foram obtidas, segundo o Times Brasil. Restam as autorizações judiciais na recuperação judicial da Novonor, e a assembleia de acionistas em 29 de abril deve eleger o novo conselho.