Petrobras paga US$ 450 mi e retoma 100% de dois campos da Bacia de Campos
Brava Energia encerra a negociação com a Petronas e ação BRAV3 recua 3,33% após a estatal exercer o direito de preferência.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Pagamento: US$ 50 mi na assinatura, US$ 350 mi no fechamento e duas parcelas de US$ 25 mi em 12 e 24 meses
Produção atual dos campos é de cerca de 55 mil barris de óleo por dia
Ativos estão conectados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes
A Petrobras (PETR4) decidiu exercer o direito de preferência e comprar da Petronas 50% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, na Bacia de Campos, na compra de 50% por US$ 450 milhões. O anúncio foi feito na segunda-feira (16).
Com a operação, a estatal volta a deter 100% dos dois ativos e segue como operadora. Os campos produzem hoje cerca de 55 mil barris de óleo por dia e estão ligados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes.
Negócio reverte acordo da Brava
A compra desfaz o acerto que a Brava Energia (BRAV3) havia comunicado em janeiro com a Petronas, condicionado à não manifestação da Petrobras. A junior encerrou as negociações e foi reembolsada do valor pago na assinatura, sem impacto econômico, informou a InvestNews. O Bradesco (BBDC4) está entre os principais acionistas da Brava.
Nesta terça-feira (17), BRAV3 caiu 3,33%, a R$ 18,02, enquanto as ações PN da Petrobras subiram pouco menos de 2%, na casa dos R$ 46.
A XP calcula que o ativo poderia gerar valor presente líquido de US$ 250 milhões a US$ 470 milhões, o equivalente a 15% a 28% do valor de mercado da Brava. O Bradesco BBI não incluía Tartaruga Verde no preço-alvo de R$ 24 para o fim de 2026 e estima que o negócio poderia acrescentar cerca de R$ 6 por ação. Sem o acordo, o banco projeta alavancagem de 1,75 vez até 2026, ante 1,4 vez no cenário anterior.
Desembolso menor com petróleo mais caro
Para o Bradesco BBI, os termos são vantajosos para a Petrobras: com a alta recente do petróleo, o desembolso final perto de US$ 120 milhões deve ficar abaixo dos US$ 350 milhões anunciados. O banco calcula valor presente líquido de R$ 0,85 por ação da estatal. Goldman Sachs e XP avaliam que a transação tem porte pequeno para a Petrobras, menos de 1% do valor de mercado.
O pagamento será dividido em três etapas:
US$ 50 milhões na assinatura do contrato;
US$ 350 milhões no fechamento da operação;
duas parcelas de US$ 25 milhões, em 12 e 24 meses após o fechamento.
O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para a Petrobras, com preço-alvo de R$ 36,60 para PETR4 e R$ 39,20 para PETR3. Para a Brava, reiterou venda com alvo de R$ 15, enquanto o JPMorgan manteve compra e preço-alvo de R$ 23. O Bradesco BBI segue neutro para a estatal.
A Petrobras afirma que a assinatura do contrato de compra e venda ocorrerá em breve, marco para o pagamento da primeira parcela de US$ 50 milhões.