Petrobras supera projeções com lucro de R$ 32,7 bi e pagará R$ 0,70 por ação
Caixa livre recuou 22,9% no trimestre, pressionado por R$ 6,9 bilhões em estoques ligados a exportações ainda não faturadas.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Lucro líquido de R$ 32,66 bi no 1T26, queda de 7,2% na comparação anual
Ebitda ajustado de R$ 59,6 bi, recuo de 2,4%; receita de R$ 123,86 bi, alta de 0,4%
Companhia aprova R$ 9,03 bi em proventos; dívida líquida sobe 10,8%, a US$ 62 bi
A Petrobras (PETR3; PETR4) lucrou R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% sobre um ano antes. A estatal aprovou R$ 9,03 bilhões em proventos a serem pagos em duas parcelas iguais.
O lucro de R$ 32,7 bilhões ficou acima dos R$ 30,684 bilhões projetados por analistas consultados pela Bloomberg, segundo o Seu Dinheiro. Para quem tem a ação, o dividendo é a linha mais observada: a política prevê distribuir 45% do caixa livre quando a dívida bruta está dentro do limite, e o valor aprovado equivale a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial.
Receita sobe 0,4% com petróleo ainda defasado
A receita de vendas somou R$ 123,7 bilhões, alta de 0,4% na comparação anual. O Ebitda ajustado caiu 2,4%, para R$ 59,6 bilhões.
O Brent médio do trimestre ficou em US$ 80,61 o barril, 6,5% acima de um ano antes. A disparada do petróleo com o conflito entre EUA e Irã, no fim de fevereiro, ainda não apareceu nas contas: nas vendas para a Ásia o preço segue a cotação do mês anterior à chegada da carga. A Petrobras diz que o efeito virá nas exportações do segundo trimestre. A InvestNews cita 81 mil barris por dia em carregamentos a caminho, sem receita contabilizada.
Estoques consomem R$ 6,9 bilhões do caixa
O caixa gerado pelas operações caiu 10,9%, para R$ 44 bilhões, e o caixa livre recuou 22,9%, para R$ 20 bilhões. A formação de estoques consumiu R$ 6,9 bilhões, ligada a exportações em andamento, e a subvenção do diesel pesou nas contas a receber.
Os investimentos somaram US$ 5,1 bilhões, 25,6% mais que um ano antes. A dívida líquida de US$ 62,1 bilhões subiu 10,8% na comparação anual. A alavancagem ficou em 1,43 vez, contra 1,45 vez um ano antes.
Fontes divergem sobre a data de corte
O Seu Dinheiro informa que a data de corte na B3 é 1º de julho de 2026. A InvestNews aponta 1º de junho, com os papéis negociados sem direito aos proventos a partir do dia 2.
O pagamento será dividido em duas parcelas iguais, de R$ 0,35 por ação, com pagamentos em 20 de agosto e 21 de setembro. Para os ADRs na Nyse, o Seu Dinheiro informa corte em 3 de junho.