BRB busca R$ 4 bi no FGC com Caesb, CEB e imóveis como garantia
Pedido de Ibaneis Rocha prevê carência de um ano e meio, juros de CDI mais spread e depende de aprovação do conselho do fundo.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Pedido de R$ 4 bilhões ao FGC, com carência de 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais.
Garantias incluem participações na Caesb, BRB e CEB e nove imóveis públicos.
Provisões do BRB estimadas em R$ 8,8 bi; auditoria forense vê impacto de até R$ 13,3 bi.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pediu R$ 4 bilhões ao FGC para reforçar o capital do BRB (BSLI3). O pedido foi feito por carta ao Fundo Garantidor de Créditos e ainda depende de aprovação do fundo.
O BRB precisa recompor o Índice de Basileia, medida de solidez exigida pela regulação bancária, depois de comprar créditos do Banco Master. Sem o dinheiro, o banco enfrenta dificuldade para sustentar a carteira de crédito e as políticas públicas do DF.
Carência de um ano e meio e garantias na Justiça
A operação prevê carência de um ano e meio, com pagamentos semestrais, e juros que devem seguir o CDI mais um spread, conforme o InfoMoney. O FGC ainda vai analisar viabilidade, risco e enquadramento da proposta nas regras do fundo.
Para garantir o empréstimo, o GDF ofereceu participações na Caesb, no próprio BRB e na CEB (CEBR3), além de nove imóveis públicos. Parte dessas garantias está barrada ou contestada na Justiça.
O uso da Serrinha do Paranoá foi suspenso pela Justiça local, mas cabe recurso. O Centrad, complexo administrativo sem uso há mais de uma década, está em disputa judicial.
O Times Brasil cita ainda um terreno avaliado em R$ 2,3 bilhões com uso barrado em decisão inicial e a Gleba A, da Terracap, questionada por ficar em área de preservação ambiental.
Créditos do Master somam R$ 12,2 bilhões
O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos do Master, segundo investigações. O banco afirma ter recuperado parte do valor. As provisões necessárias giram em torno de R$ 8,8 bilhões, mas uma auditoria forense independente calcula impacto de até R$ 13,3 bilhões.
O DF fechou 2025 com déficit de cerca de R$ 1 bilhão e não tem garantia do Tesouro Nacional para novas operações de crédito.
Pessoas a par das negociações estimam em R$ 8 bilhões a necessidade total de capitalização do BRB, informou o Times Brasil. Na avaliação do mercado, o FGC dificilmente entrará sozinho, e o socorro deve depender de um pool de bancos públicos e privados.
Balanço de 2025 trava pedido de prorrogação
O banco corre para divulgar o balanço até 31 de março, prazo do resultado de 2025. O Banco Central tem resistido a conceder prorrogação, segundo o InfoMoney.