Morgan Stanley passa a comprar ações do Brasil e projeta Ibovespa a 250 mil
Cenário-base do banco é de 215 mil pontos, e o retorno do investidor local às ações poderia destravar até R$ 950 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cenário-base do Morgan Stanley: Ibovespa a 215 mil pontos; bull case a 250 mil
Projeção otimista para o dólar é R$ 4,50; cenário pessimista prevê R$ 6 e Ibovespa a 130 mil
Banco estima entrada potencial de até R$ 950 bilhões na renda variável se alocação local voltar ao pico de 15%
O Morgan Stanley elevou o Brasil de neutra para compra e vê o Ibovespa a 250 mil pontos no cenário otimista.
Para quem tem dinheiro na Bolsa, o banco americano projeta ganhos de 15% a 20% até o fim de 2026, mesmo depois do rali de segunda-feira (5), quando o índice passou de 209 mil pontos. A casa também aumentou o beta de suas carteiras brasileira e latino-americana.
Cenário-base vê Ibovespa a 215 mil pontos
O cenário-base do Morgan Stanley é de Ibovespa a 215 mil pontos, contra 130 mil no pessimista, quando o dólar chegaria a R$ 6. No bull case, a moeda americana recuaria para R$ 4,50.
O gatilho apontado pelo banco é o primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula (PT), o que ampliou a chance de mudança na política econômica. A consolidação fiscal é tratada como condição para o movimento.
Financeiras lideram a carteira
O banco reforçou B3 (B3SA3), XP (XPBR31) e BTG Pactual (BPAC11), que considera as melhores relações entre risco e retorno. Adicionou Vamos (VAMO3) e ampliou Nubank e Mercado Livre (MELI34).
Na ponta oposta, retirou Suzano da carteira, porque um real mais forte pesaria sobre o papel, e cortou exposição a Vale (VALE3). Manteve aposta seletiva em Embraer (EMBJ3), JBS (JBSS32) e São Martinho (SMTO3).
R$ 950 bilhões se o dinheiro local voltar
A fatia do investidor doméstico em ações está perto de 5% do patrimônio, acima da mínima de 4,6% e abaixo da média histórica de 8,5%. Se voltasse ao pico de 15%, o banco calcula entrada potencial de R$ 950 bilhões, perto de 25% da capitalização do MSCI Brazil.
Os outros cenários:
fatia de 12%: fluxo de R$ 615 bilhões;
fatia de 8%: R$ 176 bilhões.
O relatório acrescenta a infraestrutura de inteligência artificial. Para o Morgan Stanley, data centers serão 49% do capex em 2030, ante 29% em 2027, o que levaria o investimento a 22% do PIB em 2030, contra 17% hoje. A Axia Energia (AXIA3), maior geradora de eletricidade da América Latina segundo o banco, aparece entre as beneficiárias da demanda extra por energia.