Copasa põe oferta de R$ 9 bi na rua e ação cai 2,56% na B3
O Estado de Minas venderá de 89% a 100% de sua fatia e deixará o controle, com o investidor estratégico definido em 27 de maio.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Oferta base: 171.113.881 ações a R$ 52,77, cerca de R$ 9,03 bilhões.
Lote pode crescer 19,1 milhões de ações e superar R$ 10 bilhões.
Investidor âncora deve ficar com cerca de 30% e cumprir lock-up de quatro anos.
O governo de Minas Gerais protocolou nesta quinta-feira (21) a oferta que vende o controle da Copasa (CSMG3) por cerca de R$ 9 bilhões. O pedido de registro automático foi enviado à CVM.
São 171.113.881 ações ordinárias do Estado. Com base no fechamento de R$ 52,77 em 19 de maio, o lote base soma R$ 9,03 bilhões. Se a demanda vier forte, um lote adicional de até 19.135.730 papéis eleva a operação para mais de R$ 10 bilhões.
A oferta é secundária, então os recursos vão para o caixa do governo mineiro, não para a Copasa. O Estado detém 50,03% das ordinárias e vai vender de 89% a 100% dessa fatia, abrindo mão do controle.
Investidor estratégico assume com lock-up de quatro anos
O vencedor será conhecido em 27 de maio, quando se encerra a janela de propostas dos interessados estratégicos, aberta nesta quinta. Segundo o InvestNews, o sócio âncora comprará no mínimo 30% do capital, percentual que pode chegar a 45%.
Ele terá de cumprir quatro anos de lock-up e levar o tratamento de esgoto a 90% de cobertura até 2033. Também fica obrigado a manter os programas de tarifa social. Minas guardará uma golden share, com poder de veto em temas estratégicos.
Reservas do varejo começam em 28 de maio
O pequeno investidor poderá reservar papéis a partir de 28 de maio, com aportes de R$ 100 a R$ 1 milhão. O preço final sai no bookbuilding de 2 de junho.
A coordenação é do BTG Pactual (BPAC11), com Itaú BBA, Bank of America, Citigroup (CTGP34) e UBS BB. Haverá esforços de colocação das ações no exterior.
Ação cai 2,56% com temor de menos concorrência
Nesta quinta, CSMG3 caía 2,56% nesta quinta, a R$ 51,45 por volta das 15h20, entre as maiores baixas do Ibovespa. No acumulado do ano, ainda sobe quase 18%.
Em relatório citado pelo Seu Dinheiro, o Safra afirmou que uma concorrência menor pelo ativo pode gerar ganhos limitados frente aos preços atuais, a depender do preço mínimo, que o governo não revelou. Os analistas citam a Sabesp (SBSP3) como provável ausente da disputa, pelo incidente na perfuração que atingiu um gasoduto no Jaguaré e pelo capex que ela já precisa executar.
O banco fixou preço-alvo de R$ 65 para o fim de 2026, mas manteve recomendação neutra. No cenário otimista, o papel chega a R$ 80.
O prospecto lista riscos. PT e PSOL questionam no STF a dispensa de referendo popular, e o TCE-MG acompanha o processo. A oferta será cancelada se o preço mínimo, mantido em sigilo, não for alcançado, e exige venda de ao menos 114.075.921 ações.
As novas ações começam a negociar no Novo Mercado da B3 em 5 de junho.