Lula venceu o segundo turno neste domingo (25) e conquistou o quarto mandato com 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 48,21%, com 99,99% das urnas apuradas.
As pesquisas apontavam o senador à frente, e analistas previam valorização dos ativos brasileiros antes da votação, segundo o Times Brasil. O real caiu 10% no mercado futuro ante o dólar e o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ) fechou em queda de 18% nas negociações noturnas.
Real cai 10% no mercado futuro e ETF recua 18%
O ETF de ações brasileiras negociado em Tóquio recuou quase 13%, informou o InfoMoney. O Bradesco BBI (BBDC4) reduziu a exposição a ações do Brasil para neutra e realizou lucros.
No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, diferença de 1,87 ponto percentual. Foi a menor distância entre os dois mais votados desde a redemocratização, segundo a Suno Notícias. É a primeira vez desde 1989 que um candidato que perdeu o primeiro turno vence a eleição.
Dívida de 82,9% do PIB e PL com a maior bancada
Lula herda uma dívida bruta de 82,9% do PIB, o maior nível desde março de 2021, segundo o Banco Central citado pelo Times Brasil. O PL, partido de Flávio, elegeu 121 deputados, 24 a mais do que em 2022, e deve reunir 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro de 2027.
Em pronunciamento, Lula disse que vai governar para 215 milhões de brasileiros e defendeu regular as redes sociais. Citou ainda que o Congresso ficou mais conservador, mas que foi o povo que escolheu os parlamentares.
Flávio pede anulação e posse fica para 5 de janeiro
Flávio Bolsonaro afirmou que vai pedir a anulação da eleição e que "é impossível reconhecer o resultado" no contexto em que a votação ocorreu. O ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou a votação das 17h para as 19h depois que a campanha de Lula relatou falta de transporte público em cidades da Bahia e de São Paulo.
A abstenção ficou em 19,21%, abaixo dos 21,08% do primeiro turno. A posse de Lula e de Geraldo Alckmin está marcada para 5 de janeiro de 2027.