O Bradesco (BBDC4) teve lucro de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,2% sobre o mesmo período de 2025. Foi o décimo trimestre consecutivo de alta do lucro recorrente.
O resultado ficou acima do consenso da Bloomberg, de R$ 6,9 bilhões, segundo a Suno Notícias. O ROE chegou a 16,2%, 1,6 ponto percentual acima de um ano antes. Mesmo assim, a ação caiu 2,33%, a R$ 17,63, no pregão seguinte ao balanço.
Receita cresce 10,3% e carteira passa de R$ 1,1 tri
- Receitas totais: R$ 37,6 bilhões, alta de 10,3% em 12 meses
- Margem financeira: R$ 20,9 bilhões, avanço de 15,7%
- Carteira de crédito: R$ 1,137 trilhão, expansão de 11,6%
- Despesas com PDD: R$ 9,98 bilhões, alta de 22,6%
A carteira de pessoas físicas somou R$ 479,7 bilhões, alta de 8,4% em 12 meses. A de pequenas e médias empresas chegou a R$ 267,5 bilhões, segundo o NeoFeed. O crédito rural cresceu 31% na comparação anual, para R$ 56,7 bilhões.
Stage 2 sobe para 5,5% da carteira e cobertura recua
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%. As operações classificadas como Stage 2, com risco de crédito elevado, passaram a representar 5,5% da carteira, ante 4,9% no trimestre anterior. A cobertura desses ativos caiu para 152%, contra 161% no primeiro trimestre.
A XP manteve recomendação neutra e espera que a pressão sobre a qualidade dos ativos persista até o fim do ano. Goldman Sachs e JPMorgan também adotaram tom cauteloso, e o JPMorgan classificou o trimestre como "misto", conforme o InfoMoney.
Noronha vê desconto e prevê novos cortes da Selic
O CEO Marcelo Noronha afirmou que o banco segue negociado com desconto. "Estamos descontados. É um bom negócio comprar as ações do Bradesco, com muita franqueza", disse, segundo o Seu Dinheiro.
O conselho aprovou aumento de capital de R$ 10 bilhões, com as controladoras garantindo até R$ 8 bilhões, disse Noronha ao Times Brasil. O CEO afirmou que o Bradesco passou de 17% de market share em crédito a pequenas e médias empresas, com base em dados do Banco Central.
Noronha espera novos cortes da Selic, hoje em 14%, nas três reuniões do Copom que restam em 2026.