O Bradesco lucrou R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 20,6% sobre o mesmo período de 2024. O resultado superou o consenso de cerca de R$ 6,3 bilhões, mas a ação BBDC4 fechou em queda de 2,55%, a R$ 20,61, segundo o InfoMoney.
Foi o oitavo trimestre seguido de crescimento do lucro. O ROE de 15,2% no trimestre ficou 2,5 pontos acima do 4T24. Segundo o Seu Dinheiro, o banco voltou a superar o custo de capital próprio, de 15%. A reação negativa veio do guidance: lucro de R$ 25 bi a R$ 30 bi para 2026. O ponto médio da faixa fica 4% abaixo das estimativas do mercado, calcula o Itaú BBA em relatório citado pela Suno Notícias.
No ano, o lucro somou R$ 24,7 bilhões, alta de 26%, conforme o Times Brasil. O NeoFeed traz R$ 24,6 bilhões e 26,1%.
Carteira cresce 11% com inadimplência em 4,1%
A carteira de R$ 1,089 trilhão em dezembro ficou 11% acima de um ano antes. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 4,1%, estável no trimestre. O resultado do período veio das linhas comerciais:
- margem com clientes: R$ 19,1 bilhões, alta de 18,4% em doze meses
- margem com mercado: R$ 126 milhões, queda de 85%
- receitas de serviços: R$ 11 bilhões, alta de 8%
- despesas operacionais: quase R$ 17 bilhões, alta de 3,3%
Citi aponta melhora mais lenta do que o esperado
Para 2026, o banco projeta margem financeira líquida de R$ 42 bilhões a R$ 48 bilhões. A carteira deve crescer de 8,5% a 10,5%, abaixo dos 11% de 2025. As receitas de serviços devem subir de 3% a 5%.
O Citi escreveu em relatório que a rentabilidade deve melhorar em ritmo mais lento do que o esperado. O CEO Marcelo Noronha rebateu: "O mercado cobra mais do que os chefes". Ele afirmou que o banco não vai abrir mão de investimentos em tecnologia para acelerar o lucro no curto prazo.
O BB Investimentos e o Itaú BBA mantêm recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 22, acima do fechamento de sexta-feira.