Em resumo
- Aprovação teve 11 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção.
- Auditoria aponta perdas potenciais de R$ 8,8 bilhões no BRB.
- Securitização com BTG Pactual já rendeu R$ 1,17 bilhão ao BRB.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira (9) um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB. O dinheiro vem do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e cobre parte das perdas do banco em operações com o Banco Master entre 2024 e 2025.
O aval libera o BRB a reconstruir o patrimônio depois dos prejuízos com títulos do Master. Quem acompanha o banco ainda não sabe o tamanho exato do estrago: o balanço de 2025, que deveria ter saído até 31 de março, continua sem publicação. Sem esse documento, o investidor não consegue medir o impacto final no capital da instituição.
Votação termina em 11 a 9 na Câmara
O projeto passou em regime de urgência. Foram 11 votos a favor e 9 contrários, com uma abstenção e três ausências. O texto formaliza o acordo entre GDF, BRB, União e Banco Central, que já tinha aval do STF antes da votação dos deputados.
Auditoria aponta R$ 8,8 bi em perdas potenciais
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse que uma auditoria identificou possíveis perdas de R$ 8,8 bilhões. Dos R$ 30 bilhões em títulos comprados do Master, R$ 2,6 bilhões não têm lastro. Outros R$ 6,2 bilhões têm risco de não serem recuperados.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) cobrou explicações em audiência no Senado. "Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB", afirmou.
Securitização rende R$ 1,17 bi na primeira etapa
Além do FGC, o GDF e o banco recorreram à securitização da dívida ativa distrital, com expectativa de antecipar ao menos R$ 2,2 bilhões. Na primeira etapa, estruturada com o BTG Pactual (BPAC11) no dia 25, o BRB recebeu R$ 1,17 bilhão, valor já incorporado ao patrimônio.
O Distrito Federal deu como contragarantia recursos do FPE e do FPM. Eventual dinheiro recuperado em ações judiciais sobre os prejuízos vai primeiro para pagar a dívida.
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