Em resumo
- Irã condiciona a reabertura de Ormuz ao fim da guerra, fim do cerco e liberação de ativos bloqueados
- Rezaei diz que o estreito continuará fechado se os conflitos no Líbano e em Gaza não terminarem
- Paquistão afirma que EUA e Irã estariam próximos de um entendimento, segundo a Bloomberg
O Irã reafirmou nesta terça-feira (11) que o Estreito de Ormuz continuará fechado e condicionou a reabertura ao cumprimento de exigências apresentadas aos Estados Unidos.
O estreito é a principal saída marítima do petróleo do Golfo. Sem prazo para o bloqueio acabar, o risco segue sobre a oferta da commodity e sobre o custo do frete.
Rezaei exige fim da guerra e liberação de ativos
Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, disse que o estreito seguirá fechado até que os EUA encerrem a guerra, acabem com o cerco e liberem os ativos iranianos bloqueados.
A condição inclui o fim dos conflitos no Líbano e em Gaza. Rezaei afirmou que as exigências foram transmitidas por intermediários.
Mojtaba Zonnur, consultor do Líder da Revolução, escreveu na rede X que o estreito não será reaberto até as condições serem atendidas.
Rota com Omã não garante reabertura
Rezaei disse que um eventual acordo entre Irã e Omã para uma rota de passagem seria questão separada do bloqueio. A rota, portanto, não significaria a reabertura do estreito.
Na reunião com o embaixador chinês Cong Peiwu, ele elogiou a China por não apoiar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que classificou como "ilegal e anti-iraniana".
Paquistão vê EUA e Irã perto de acordo
Autoridades do Paquistão afirmaram que os dois países estariam próximos de um acordo e disseram que "as coisas estão se encaminhando em favor da paz", segundo a Bloomberg, citada pelo Times Brasil.
O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, viajou a Teerã para participar das conversas.
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