IPCA de setembro chega a 0,82% e fura teto da meta
Energia elétrica residencial sobe 7,98% após o fim do Bônus de Itaipu e responde por 0,32 ponto do índice.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 8 veículos. Como fazemos
Em resumo
IPCA de setembro: +0,82%, acima da expectativa de +0,73%
IPCA acumulado em 12 meses: +4,58%, ante +4,50% esperado
Energia elétrica residencial subiu 7,98% e contribuiu com 0,32 p.p. no mês
O IPCA subiu 0,82% em setembro e levou a inflação de 12 meses a 4,58%, acima do teto da meta. O resultado reverteu a deflação de 0,32% de agosto.
Para quem tem dinheiro em título público ou fundo atrelado à Selic, o dado mexe na aposta sobre o ritmo de corte de juros. A Selic está em 13,75% ao ano. Parte dos economistas vê espaço para novos cortes; outra ala defende pausa.
Inflação supera projeção de 0,76% e acelera núcleos
As expectativas divergiam:
Broadcast: 0,76%, apontado por Money Times, Times Brasil e InfoMoney;
Reuters: 0,73%, segundo a Suno Notícias;
mediana de 0,75% em outra reportagem do Money Times.
O InfoMoney data a divulgação em 16 de outubro; as demais fontes apontam 9 de outubro. No ano, o IPCA acumula 3,95%, conforme O Antagonista e Times Brasil. O teto da meta é 4,5%.
Energia elétrica sobe 7,98% e puxa Habitação
A energia elétrica residencial subiu 7,98% e respondeu por 0,32 ponto do índice, após o fim do Bônus de Itaipu. Habitação teve a maior alta entre os grupos, 2,31%, com contribuição de 0,35 ponto. Transportes subiu 0,89%, e Alimentação e bebidas avançou 0,83%, após sequência de quedas.
Passagens aéreas subiram 9,66%. Os combustíveis avançaram 1,41%, e a gasolina subiu 1,21%. O etanol subiu 3,16%.
Na alimentação, as maiores altas:
tomate: 37,76%;
batata-inglesa: 24,07%;
cebola: 10,14%.
Núcleos sobem para 0,36% e serviços saltam para 0,61%
A média dos núcleos subiu para 0,36%, ante 0,31% previsto pelo ASA e pela mediana Broadcast, segundo o Money Times. O setor de serviços saltou de 0,03% para 0,61%. A alimentação fora de casa ficou em 0,49%.
O Antagonista e Times Brasil registram que todos os nove grupos pesquisados tiveram alta.
O Goldman Sachs vê pouco espaço para corte de juros no curto prazo, segundo o InfoMoney. O ASA mantém a expectativa de cortes de 0,25 ponto, diz o Money Times. O Copom decide a Selic no início de novembro, segundo o InfoMoney.