O Ibovespa caiu 2,50% nesta terça-feira (11), aos 167.874,64 pontos, o menor fechamento desde janeiro. A queda veio depois que o JPMorgan cortou a recomendação para as ações brasileiras.
Para quem tem dinheiro na bolsa, o pregão confirmou a saída de estrangeiros que já vinha pressionando o índice. O InfoMoney aponta resgate de R$ 5,55 bilhões na semana passada; a Suno, com dados da B3, fala em R$ 5,5 bilhões em agosto até o dia 7. Foi o sexto pregão seguido de queda, com giro de R$ 23,6 bilhões, acima dos últimos pregões.
JPMorgan rebaixa o Brasil de compra para neutra
O banco americano rebaixou o Brasil de compra para neutra e citou juros altos por mais tempo, desaceleração da economia e piora do crédito, combinação que pesa sobre o lucro das empresas. A venda se concentrou nos papéis de maior peso: bancos, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).
“Você não tem comprador, não tem interessado em comprar a Bolsa brasileira”, disse Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, ao Times Brasil.
Dólar sobe 1% e fecha a R$ 5,16
O dólar à vista subiu 1%, a R$ 5,16, maior fechamento desde 3 de julho, na contramão do exterior, onde a moeda americana ficou perto da estabilidade. O IPCA de 0,07% em julho veio acima dos 0,03% esperados. Em 12 meses, o índice acumula 4,44%, dentro do intervalo de tolerância da meta.
A ata do Copom, divulgada pela manhã, repetiu que o BC vai calibrar o ritmo de corte “à luz da evolução do cenário”. A Selic está em 14% ao ano, após o corte de 0,25 ponto da semana passada.
Pesquisa eleitoral e Ormuz mantêm a cautela
A pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com 42,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28,7% de Flávio Bolsonaro. O petróleo também pesou: o Brent subiu 1,36%, a US$ 88,91, com o impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
O próximo dado na agenda é o CPI americano, que sai nesta quarta-feira (12).