Em resumo
- Ibovespa subiu quase 8% na segunda-feira (6) com a expectativa eleitoral.
- Especialistas apontam interesses distintos no Congresso e emendas parlamentares como entraves ao ajuste fiscal.
- Gustavo Franco citou a PEC da Transição de 2022 como precedente de negociação pré-posse.
O Ibovespa disparou quase 8% na segunda-feira (6) com a ida de Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado passou a precificar espaço para reformas econômicas e para o ajuste das contas públicas, num salto de quase 8% do Ibovespa.
Para quem tem ação ou título na carteira, a questão é se essa euforia se converte em medidas concretas. No painel Incorpora Abrainc 2026, relatado pelo Money Times, especialistas defenderam que ganhar a eleição, mesmo com maioria no Congresso, não é .
cheque em branco para o ajuste fiscal
Base ampla no Congresso não garante reformas
Fábio Zambelli, diretor da Athos Public Affairs (Grupo InPress), afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro poderia começar com uma das maiores bases parlamentares das últimas décadas. Essa coalizão, porém, reuniria partidos e parlamentares com interesses distintos, o que dificulta a coordenação política.
A governabilidade dependerá da articulação do Executivo com as lideranças da Câmara e do Senado, segundo ele. Parte dos eleitos com bandeiras mais à direita chega com prioridades que podem competir com a agenda econômica.
Zambelli apontou ainda o nó das emendas parlamentares: um ajuste consistente exigiria limites para esses recursos, justamente quando o governo precisaria do apoio dos congressistas para aprovar mudanças.
Lavareda vê desgaste de Lula, não adesão a reformas
O cientista político Antonio Lavareda avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro não deve ser lida como autorização popular para um amplo programa de ajuste. Para ele, o resultado refletiria mais o desgaste do governo Lula do que adesão dos eleitores às reformas defendidas pelo mercado.
Lavareda também duvida do apetite político da família Bolsonaro para bancar medidas impopulares no curto prazo. O capital político, disse, precisaria ser preservado para o futuro.
Gustavo Franco vê espaço para articular antes da posse
O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco tem leitura mais favorável. Na avaliação dele, a reação positiva dos mercados sugere que os agentes enxergam possibilidade de mudança na condução da política econômica.
Franco citou a PEC da Transição de 2022, negociada e aprovada antes da posse, como precedente. A diferença é que aquela PEC abriu espaço para ampliar gastos, enquanto uma articulação futura poderia criar condições para o ajuste das contas públicas.
Este texto foi escrito com IA a partir das fontes acima e pode ter erros. Confira os fatos nas fontes. Viu um erro? Avise a gente.