O Ibovespa subiu 3,33% nesta quarta-feira (21) e fechou aos 171.816,67 pontos, novo recorde histórico do índice. O salto de 5.339,77 pontos no dia levou o benchmark pela primeira vez acima dos 171 mil pontos.
Foi o maior avanço diário desde abril de 2023, segundo o InfoMoney, quando o índice havia subido 4,29%. No acumulado de 2026, o Ibovespa ganha 6,64%, e a B3 registrou entrada líquida de estrangeiros de R$ 7,6 bilhões até 19 de janeiro.
Na máxima do dia, o índice tocou 171.969,01 pontos, também recorde. A mínima coincidiu com a abertura, aos 166.277,91 pontos.
Trump recua em tarifas e destrava o apetite global
O gatilho veio de Davos. Donald Trump afirmou que não pretende usar força militar na Groenlândia e recuou das tarifas contra países europeus que entrariam em vigor em 1º de fevereiro. O dólar comercial caiu 1,13%, a R$ 5,320.
O movimento reforçou a migração de capital de mercados desenvolvidos para emergentes. Estrategistas do JPMorgan (JPMC34) veem 2026 com fluxo externo forte para ações brasileiras, segundo o InfoMoney.
Vale fecha no recorde de R$ 82,50
A ação ON da Vale (VALE3) subiu 3,02% e fechou no recorde de R$ 82,50, depois de tocar R$ 82,80 no pregão. A mineradora tem o maior peso do Ibovespa, com 12,2%, e liderou a preferência dos estrangeiros em 2025, com R$ 197,7 bilhões em volume, segundo a InvestNews.
Itaú Unibanco (ITUB4) disparou 4,38%, a R$ 41,67, também em topo histórico. Cogna (COGN3) liderou os ganhos, com 10,96%, seguida por Yduqs (YDUQ3), com 8,91%. TIM (TIMS3) caiu 1,11% e foi a única baixa do índice.
Volume soma R$ 43,3 bi, ou R$ 53,3 bi
O volume financeiro do pregão foi de R$ 43,32 bilhões, conforme o InfoMoney, ou de R$ 53,3 bilhões, na contagem da Suno Notícias. O Times Brasil atribuiu a alta à queda dos juros futuros e ao diferencial de juros brasileiro.
A Vale divulga seus dados de produção e vendas na próxima semana.