O Ibovespa subiu 1,38% nesta sexta-feira (9) e fechou aos 209.066,90 pontos, novo recorde nominal. Na semana, o índice marcou a maior alta semanal desde março de 2020, de 8,82%, impulsionado pelas pesquisas do segundo turno.
Para quem tem ação na carteira, o gatilho foi a curva de juros. A taxa do DI para janeiro de 2035 caiu 23 pontos-base na sexta, a 12,37%, e recuou 176 pontos-base na semana, segundo o InfoMoney. Juro menor barateia o financiamento das empresas e o crédito ao consumidor, o que favorece varejo, construção e locação.
DI 2035 recua 176 pontos-base na semana
O mercado deixou o IPCA de setembro em segundo plano. O índice subiu 0,82%, acima dos 0,73% projetados por economistas ouvidos pela Reuters. Em 12 meses, acumulou 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta. No mês anterior, o IPCA havia recuado 0,32%, segundo o Money Times.
Magazine Luiza dispara 60,58% na semana
As maiores altas do Ibovespa ficaram com empresas domésticas:
- Magazine Luiza (MGLU3): 60,58%
- Vamos (VAMO3): 45,57%
- Smart Fit (SMFT3): 43,96%
- MRV (MRVE3): 40,85%
- Azzas 2154 (AZZA3): 34,08%
Ao todo, 15 papéis subiram mais de 20% na semana, segundo o InfoMoney.
Dólar cai a R$ 4,9851 e pressiona exportadoras
O dólar à vista recuou 0,78%, a R$ 4,9851, e voltou a fechar abaixo de R$ 5. Times Brasil e Suno calcularam queda de 4,44% na semana; Money Times e Seu Dinheiro registraram 0,44%. A baixa tirou espaço das exportadoras: Embraer (EMBJ3) perdeu 9,57%, Vale (VALE3) caiu 5,89% e Suzano (SUZB3) recuou 4,17%.
JPMorgan e Morgan Stanley elevaram a exposição a ações brasileiras de neutra para compra, conforme o Money Times. O segundo turno será em 25 de outubro.