Em resumo
- Expectativa de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com decisão prevista para quarta-feira, 15
- Lei de 2025 permite sobretaxas de importação, suspensão de acordos e restrição de patentes
- Governo já havia cogitado reciprocidade na primeira rodada de tarifas, em 2025, mas não aplicou
Ministros do governo Lula vão propor ao presidente retaliar os Estados Unidos caso a Casa Branca confirme novas tarifas sobre produtos brasileiros. A decisão americana é esperada para esta quarta-feira, 15.
Uma tarifa sobre produtos brasileiros encarece a mercadoria do país no maior mercado consumidor do mundo e atinge direto quem exporta. A expectativa no entorno presidencial é de uma taxa de .
25% sobre os produtos brasileiros
Lei de 2025 autoriza sobretaxa e patentes
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 14, que o processo de reciprocidade já foi iniciado no passado e chegou a ser suspenso quando os Estados Unidos recuaram. Uma lei aprovada pelo Congresso em 2025 autoriza o Executivo a aplicar sobretaxas de importação, suspender acordos comerciais e, em casos excepcionais, restringir patentes e royalties.
Segundo Durigan, consultado Lula, é provável retomar o processo de reciprocidade. A mesma estratégia foi cogitada em 2025, na primeira rodada de tarifas de Trump, mas não saiu do papel. Prevaleceu a avaliação de que taxar bens americanos elevaria a inflação doméstica e tiraria competitividade da indústria que compra insumos dos Estados Unidos.
Tarifaço vira tema da eleição
Governistas passaram a chamar o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, de "Tarifllávio" para ligá-lo à política comercial americana. Em 2025, Trump associou as primeiras sobretaxas à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Nos bastidores, o adiamento da decisão é tratado como hipótese pouco provável.
A decisão americana sai nesta quarta-feira, 15.
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