Em resumo
- Lucro líquido de R$ 248 milhões no 3º trimestre, contra prejuízo de R$ 1,42 bilhão um ano antes
- Ebitda de R$ 1,63 bilhão e receita líquida de R$ 5,54 bilhões, alta de 11,6%
- Alavancagem de 3,2 vezes e liquidez de R$ 5,4 bilhões ao fim de setembro
A Gol teve lucro de R$ 248 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 1,42 bilhão de um ano antes. O balanço saiu na terça-feira (11) e também virou o resultado negativo de R$ 1,53 bilhão do segundo trimestre.
A ação ordinária subiu 11,55%, a R$ 5,41, por volta de 11h50 desta quarta-feira (12), segundo a InvestNews. Quem comprou o papel na B3, porém, tem uma fatia pequena do negócio: as ações negociadas na bolsa brasileira somam menos de 1% do capital da aérea.
Ebitda triplica e alavancagem recua para 3,2 vezes
O Ebitda somou R$ 1,63 bilhão, ante R$ 491 milhões no terceiro trimestre de 2024, conforme o InfoMoney. A receita líquida chegou a R$ 5,54 bilhões, alta de 11,6% na comparação anual.
A oferta de assentos cresceu cerca de 9%, a ocupação das aeronaves avançou e a tarifa média subiu 1%. Os gastos com combustível caíram 11,5%, e o câmbio do período ajudou o resultado, segundo as duas apurações.
A alavancagem de 3,2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda recorrente ficou bem abaixo das 5,3 vezes de um ano antes. A queda veio depois de a empresa sair da recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11, no início de junho, com nova estrutura de capital. A liquidez somava R$ 5,4 bilhões em setembro, metade em caixa disponível e metade em recebíveis de cartões de crédito.
Meta de Ebitda sobe para até R$ 6,1 bilhões
A companhia elevou a projeção de Ebitda recorrente para até R$ 6,1 bilhões em 2025, com piso de R$ 5,8 bilhões, contra R$ 5,8 bilhões na estimativa anterior. A expectativa de alavancagem caiu para a faixa de 3,4 a 3,6 vezes, ante 4,7 vezes.
A holding Gol Linhas Aéreas Inteligentes e a Gol Investment Brasil foram incorporadas pela Gol Linhas Aéreas S.A., empresa de capital fechado. Com isso, o grupo deixará de ter papéis na B3.
A controladora Abra, que detém mais de 99% do capital após a reestruturação concluída em outubro, informou que estuda fazer um novo IPO da aérea nos Estados Unidos.
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