Unilab entra no Fleury por R$ 55 milhões, a 4,3 vezes o Ebitda
Aquisição equivale a menos de 1% da receita do grupo, segundo o JPMorgan, que mantém recomendação underweight para a ação.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Aquisição de 100% da Unilab e de duas sociedades vinculadas por R$ 55 milhões
Receita bruta adquirida de R$ 65 milhões nos 12 meses até maio de 2026
Múltiplos de 0,85x receita e 4,3x Ebitda, ou 3,5x com sinergias
O Fleury (FLRY3) comprou a Unilab por R$ 55 milhões, em negócio aprovado pelo conselho de administração na quinta-feira (1º). A rede de laboratórios levou 100% das quotas da Unilab Laboratório Clínico e de duas sociedades ligadas a ela.
Para quem tem a ação, o negócio pesa pouco. A Unilab responde por menos de 1% da receita do Fleury, na conta do JPMorgan. O papel fechou a R$ 23,75 na quinta, após tocar R$ 23,93, a máxima em 52 semanas. No ano, acumula alta de 60,15%.
Receita de R$ 65 milhões em nove cidades
A Unilab opera 12 laboratórios, também sob a marca Quantum Diagnóstico, em oito municípios paulistas e em Extrema, em Minas Gerais. Nos 12 meses encerrados em maio de 2026, faturou R$ 65 milhões.
Segundo a Bloomberg Línea, é a 23ª aquisição desde 2017, trajetória que soma R$ 2,5 bilhões investidos. O chairman Marcio Mendes afirmou no LinkedIn que o mapa da saúde no Brasil está mudando, com a expansão deixando as capitais.
Múltiplo de 4,3 vezes fica abaixo de Confiance e Femme
O preço equivale a 0,85 vez a receita bruta e a 4,3 vezes o Ebitda do mesmo período. Com as sinergias esperadas, o múltiplo cai para 3,5 vezes.
Fica abaixo das duas compras anteriores. Na Confiance, o Fleury pagou 6,3 vezes o Ebitda; no Femme, 5,5 vezes, em negócio de R$ 207,5 milhões concluído em maio.
JPMorgan projeta margem de 20%, abaixo da do grupo
O banco calcula Ebitda de cerca de R$ 12,8 milhões para a Unilab. A margem fica em 20%, contra 23,5% do Fleury consolidado. Com R$ 3 milhões em sinergias de custo, subiria a 24%.
O analista Joseph Giordano vê a compra como levemente positiva pelo múltiplo, mas mantém recomendação underweight, de exposição abaixo da média do setor. BTG Pactual e UBS BB têm recomendação neutra. O Itaú BBA recomenda compra, com preço-alvo de R$ 25.
A operação não precisa passar por assembleia de acionistas, então eles não terão direito de recesso. O Fleury opera com dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda, abaixo do limite de 3,0 vezes acertado com credores.