O Ibovespa (^BVSP) caiu 2,68% nesta quarta-feira (28), aos 171.006,10 pontos, no terceiro pregão seguido de perdas desde a reeleição de Lula. O dólar comercial (USDBRL) recuou 0,19%, a R$ 5,34, após uma sessão volátil.
A alta dos juros futuros sustenta a queda da bolsa. A taxa do DI para janeiro de 2035 subiu 21 pontos-base, a 15,12%, o que encarece o crédito para empresas e famílias. O mercado cobra definições sobre a equipe econômica e o controle de despesas do próximo mandato, e a escolha do futuro ministro da Fazenda virou o principal sinal aguardado.
Bancos e empresas alavancadas lideram as perdas
Bradesco (BBDC4) perdeu 6,68%, BTG Pactual (BPAC11) recuou 6,52% e Santander (SANB11) caiu 5,88%. Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) tiveram perdas menores, de 3,42% e 3,39%.
Entre as maiores quedas do índice ficaram:
- Cosan (CSAN3): -12,31%, a R$ 2,35
- Vamos (VAMO3): -11,34%, a R$ 2,58
- Cogna (COGN3): -10,00%, a R$ 1,71
- Magazine Luiza (MGLU3): -9,22%
Hypera lucra R$ 527 milhões e sobe 1,35%
A Hypera (HYPE3) foi exceção e subiu 1,35% após registrar lucro de R$ 527 milhões no terceiro trimestre, 16% acima do mesmo período do ano anterior. Klabin (KLBN11) caiu 6,37% mesmo com lucro acima do esperado: a XP calculou custo caixa consolidado de R$ 3,5 mil por tonelada, 8% maior que no trimestre anterior. Movida (MOVI3) recuou 16,24%.
A Vale (VALE3) perdeu 2,57% e acumula baixa de 10,29% em 2026. A mineradora negocia perto da mínima do ano e divulga o resultado do terceiro trimestre nesta quinta-feira (29), após o fechamento do mercado.
Fed mantém juros e reduz calendário de reuniões
O Federal Reserve manteve os juros em 3,75% a 4,00% ao ano, como esperado, mas a decisão não foi unânime: dois votos pediram alta de 0,25 ponto. O comitê também cortou uma reunião por ano do calendário. O dólar à vista oscilou entre R$ 5,3116 e R$ 5,3992 antes de fechar perto da estabilidade.
O mercado segue à espera do balanço da Vale nesta quinta-feira (29) e da retomada da temporada de resultados do terceiro trimestre.