FGC detecta acesso indevido em 26 de outubro e atinge dados de clientes
Fundo garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e diz que investigação segue com apoio de empresas especializadas.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Dados expostos incluem nome, CPF, e-mail e data de nascimento
Incidente foi identificado em 26 de outubro; número de afetados não foi divulgado
FGC comunicou o caso à ANPD e não identificou perda financeira
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) detectou em 26 de outubro um acesso indevido a dados de clientes, entre eles CPF e e-mail. O fundo não informou quantas pessoas foram atingidas, mas afirma que todas foram notificadas.
Quem tem depósito ou título coberto pela garantia do FGC deve redobrar a atenção a ligações e mensagens que citem seus dados. As informações acessadas permitem que golpistas mencionem CPF e detalhes reais de um pagamento de garantia para dar credibilidade à fraude. O FGC não pede senha, código nem taxa em nenhum atendimento, segundo o comunicado reproduzido pelo g1.
Dados incluem tributos e canal de distribuição
O acesso atingiu duas frentes, conforme o InvestNews:
nome, CPF, e-mail e data de nascimento;
tributos retidos nos pagamentos feitos pelo FGC;
canal de distribuição pelo qual o investimento garantido foi contratado na instituição liquidada.
O FGC diz não ter achado prova de que as informações tenham sido copiadas, divulgadas ou usadas indevidamente, nem perda financeira. A investigação prossegue com empresas especializadas. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada, informou o Valor Econômico.
Contas bloqueadas e acessos restringidos
Desde a suspeita, o fundo restringiu o acesso aos ambientes envolvidos, desabilitou contas indevidas e guardou evidências para a apuração. Também revisa permissões de acesso e controles de segurança. A orientação é confirmar contatos suspeitos nos canais oficiais e não clicar em links recebidos por mensagem.
Garantias de R$ 51,8 bilhões em três liquidações
O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado financeiro. O teto é de R$ 1 milhão a cada quatro anos, segundo a Exame. O fundo, criado em 1995, mantém hoje três processos de ressarcimento:
R$ 40,6 bilhões para clientes e credores do Banco Master;
R$ 6,3 bilhões para o Will Bank;
R$ 4,9 bilhões para o Banco Pleno.
O desembolso estimado chega a R$ 51,8 bilhões em garantias.