Inflação fica em 0,09% em outubro, menor nível para o mês desde 1998
Energia elétrica recua 2,39% e tira 0,10 ponto do índice; em 12 meses, o IPCA desacelera para 4,68%.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
IPCA mensal: +0,09% em outubro, menor para o mês desde 1998
Acumulado em 12 meses: 4,68%; no ano: 3,73%
Energia elétrica residencial: -2,39%, com impacto de -0,10 p.p.
O IPCA subiu 0,09% em outubro, abaixo das projeções, e marcou a menor taxa para o mês desde 1998. O IBGE divulgou o dado nesta terça-feira (11), segundo o InfoMoney e a Suno Notícias; o Times Brasil registrou a data como quarta-feira (13).
Para quem tem ação, título público ou dinheiro em fundo, o dado reforça a expectativa de corte da Selic no início de 2026, segundo o InfoMoney, mas não muda a decisão do Copom, que manteve a Selic em 15% na semana passada.
Os números do mês:
alta de 0,09% em outubro, contra 0,48% em setembro;
0,56% em outubro de 2024;
3,73% no ano;
4,68% no acumulado em 12 meses;
5,17% era o acumulado até setembro.
As projeções variavam. O InfoMoney cita 0,16% para analistas consultados pela Reuters, e o Times Brasil aponta mediana de 0,15%. O Times Brasil também apontou o resultado como o menor avanço mensal de 2025.
Energia elétrica residencial cai 2,39% e segura o índice
A energia elétrica residencial caiu 2,39% e retirou 0,10 ponto percentual do IPCA. A bandeira vermelha 2 virou vermelha 1 e reduziu a cobrança extra na conta de luz. A taxa adicional passou de R$ 7,87 para R$ 4,46.
O grupo alimentação e bebidas subiu 0,01% e a alimentação no domicílio caiu 0,16%. Arroz e leite longa vida recuaram 2,49% e 1,88%. Batata-inglesa e óleo de soja subiram 8,56% e 4,64%.
Bens industriais sobem 0,03%, abaixo do previsto
Os bens industriais subiram 0,03%, ante expectativa de 0,24%, segundo a Suno Notícias. Os serviços avançaram 0,41%, perto da projeção de 0,43%, segundo a Suno Notícias. Os núcleos ficaram em 0,25%, abaixo dos 0,29% esperados, diz o InfoMoney.
Nos preços administrados, a gasolina subiu 0,29%, sem a deflação esperada, após repasse menor da redução de preços da Petrobras (PETR3, PETR4), segundo o InfoMoney. O Daycoval esperava deflação na gasolina.
O Relatório Focus da próxima semana deve trazer revisões para baixo nas projeções de Selic e IPCA, segundo o Times Brasil.