O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou Fernando Haddad e nomeou Dario Durigan ministro da Fazenda, em decreto publicado nesta sexta-feira (20). Lula já havia confirmado o nome do então secretário-executivo na véspera, na 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.
A troca mantém na cúpula da pasta auxiliares de confiança de Haddad, o que indica continuidade da política econômica, segundo o InfoMoney. Haddad deixa o ministério para disputar o governo de São Paulo, e a agenda de revisão da jornada 6x1 e das regras fiscais passa a um ministro de perfil mais técnico.
Durigan chegou à Fazenda em 2023 como número 2
Durigan assumiu a secretaria-executiva em junho de 2023, no lugar de Gabriel Galípolo, chamado para o Banco Central. Antes, passou três anos como chefe de políticas públicas no WhatsApp Brasil e foi assessor especial de Haddad na prefeitura paulistana entre 2015 e 2016.
Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, o perfil técnico pode favorecer o debate no Congresso, mas o calendário eleitoral tende a travar pautas sensíveis. "Embora seja importante essa transição, tem um problema maior que é a questão eleitoral", disse ao Seu Dinheiro.
Ceron assume a secretaria-executiva da Fazenda
Rogério Ceron sobe para a secretaria-executiva, cargo que ocupava no Tesouro Nacional. Daniel Leal, subsecretário de Dívida Pública, assume a Secretaria do Tesouro. Ceron é um dos responsáveis pelo arcabouço fiscal que substituiu o teto de gastos e libera crescimento real das despesas de até 2,5% ao ano.
Lula afirmou que Haddad "colocou o nome" para governador de São Paulo. Haddad tem 31%, contra 44% de Tarcísio, na pesquisa Datafolha de 8 de março; num segundo turno, o placar é de 52% a 37%. Haddad lidera a rejeição, com 38%.
A próxima mudança em discussão é a indicação de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, para uma diretoria vaga no Banco Central, segundo o InfoMoney.