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Dólar a R$ 5,44 após 2º turno encarece insumos e complica meta de inflação
IPCA-15 de outubro desacelerou a 0,32%, mas alimentação e bebidas subiram 0,88% e o índice acumula 4,62% em 12 meses, acima do teto de 4,5%.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
- Dólar: R$ 5,4443, +9,04% na semana
- IPCA-15: 0,32% em outubro; alimentos e bebidas +0,88%
- El Niño forte provável de nov/2026 a jan/2027
O dólar fechou a sexta-feira (30) a R$ 5,4443, com alta de 9,04% na semana após o segundo turno da eleição presidencial. A valorização cambial se soma à previsão de El Niño intenso entre novembro e janeiro, que ameaça a produção agrícola.
Para quem tem dinheiro aplicado, o câmbio mais caro encarece fertilizantes, defensivos e combustíveis importados, custos que chegam à lavoura antes de chegar ao varejo. Se a pressão persistir, a queda da inflação fica mais difícil e a discussão sobre a Selic muda de tom. O repasse ao consumidor, porém, não é automático: depende de estoques, de concorrência e da duração da alta.
Alimentos sobem 0,88% e IPCA-15 recua a 0,32%
O IPCA-15 de outubro desacelerou para 0,32%, contra 0,70% em setembro, segundo o IBGE. A trégua não veio dos alimentos: e a alimentação no domicílio avançou 1,01%. Os produtos in natura tiveram alta de 3,73%.